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Estamos na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) e fui buscar minhas lembranças maternas. São muitas e ao olhar as fotos dos álbuns dos meninos notei que são muitas as relacionadas ao aleitamento materno, que eu assumi como um compromisso assim que engravidei e que se tornou um dos pontos mais marcantes da minha iniciação como mãe.

antigas aleitamento materno samegui 04-08-2009 15-35-29

As imagens do “sucesso” desta fase me fizeram lembrar que tudo começou bem antes, lá na gestação. Fui trabalhando tanto o corpo quanto a mente para o que seria o aleitamento materno. Sim, as pessoas acham que tudo é muito natural, fácil, que basta querer, mas na verdade somos condicionadas a esconder o corpo e não é tão espontâneo se imaginar seminua em boa parte do dia, doando-se para outrem independentende de sua vontade. Pareceu meio duro?

E pode ser – mas não precisa ser. É tudo uma questão de escolha e de informação (aqui tem dicas muito boas para os cuidados antes do parto e sobre a preparação para amamentar).

Lembro que depois de me sentir segura quando aos preparativos físicos (os quinze minutos de banhos de sol/luz diariamente em cada mama, esponja para engrossar o bico do seio, usar o sutiã religiosamente, etc), passei a ter receio da exposição pública. Mesmo em família, eu amamentaria o bebê na frente do meu sogro, cunhados, enfim, tanta gente!

samegui amamentando enzo na maternidade

E aconteceu o seguinte: poucas horas depois do Enzo nascer, bem na hora em que a enfermeira veio ao quarto me ajudar a incentivar o bebê a mamar (nem todos mamam tão rápido, alguns são mais tranquilos como meu taurino que esperou completar as 40 semanas para nascer), chegaram duas visitas: meu sogro e meu cunhado. E eles estavam tão imensamente felizes com seus novos títulos (“vovô” e “padrinho”) que tudo foi tranquilo e natural. E eu descobri que nesta hora a gente não se sente uma mulher seminua, mas sim uma mãe no auge do seu poder – amamentar é um ato de empoderamento feminino, sentimos que podemos solucionar as dores, a fome e boa parte do sofrimento de um ser humano.

[E este é o lema da campanha de 2009: “Amamentação em todos os momentos. Mais saúde, carinho e proteção”]

E aqui faço questão de relembrar outro ponto que a madrinha do Gui, envolvida com esta área de pesquisa na Unicamp na época em que Enzo nasceu, me contou: “é importantíssimo aleitar o bebê tão logo ele nasça”. Não pude fazê-lo na primeira hora, mas não passei muitas horas antes de coloca-los no peito e estimula-los a mamar e realmente senti o bem-estar com tudo.

“Além de contribuir para salvar a vida do bebê, o aleitamento materno na primeira hora ajuda a mulher a ter leite mais rapidamente, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. Para a mãe, manipular e cuidar do bebê e oferecer a pele e o seio logo após o nascimento, depois de todo o desgaste do trabalho de parto, além da intensa gratificação emocional, faz desencadear no seu organismo amplo processo fisiológico que inclui a liberação de endorfina, ocitocina e prolactina.” (trecho da entrevista do médico Cláudio Basbaum reproduzida no blog Matrice)

E você, leitora (ou leitor pai participatipativo) que me acompanha aqui, quais foram as suas atitudes para se preparar para o aleitamento materno? O que deu certo? E  o que poderia ter sido melhor? Divida este momento conosco, muitas mães podem ser beneficiadas desta troca de experiência!

[Este post faz parte da Blogagem Coletiva da Semana Mundial da Amamentação]

Blogs amigos que também participam da campanha:

Denise Rangel sobre Amamentação e a Gripe Suína, Graziela que está fazendo um especial da Semana Mundial de Amamentação no seu blog (onde tem até um relato da minha ex-colega de faculdade Pri Polla, que mora na Inglaterra como a Gra).

Cybele Meyer escreveu um relato pessoal em seu blog e no Mãe com Filhos, onde  estamos fazendo uma semana especial: Amamentar: um ato de amor que faz bem para mãe e filho, Mamãe eu quero mamar pra você ficar bonita!, Lactação e dentição e Semana Mundial da Amamentação.

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Tem outros textos sobre o tema:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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