Como podemos ajudar as “Morenas” perdidas por aí?

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Apesar de não acompanhar a novela Salve Jorge, vejo valor na denúncia que a trama pretende fazer.

Ao ver notícias como a que indico aqui percebo que é mais uma questão para enfrentarmos como sociedade, especialmente com acesso à educação de qualidade, pois, com uma boa formação e chances de colocação no mercado formal, jovens seriam menos “seduzíveis” por propostas absurdas como a mostrada na reportagem.

“A exploração sexual foi denunciada por uma adolescente de 16 anos que conseguiu fugir de uma das boates e procurou o conselho tutelar de Altamira. De acordo com o conselho, as jovens vinham de municípios dos estados sul do país, como Santa Catarina e Paraná, após receberem a promessa de uma remuneração de R$ 14 mil por semana, mas ao chegarem no Pará eram mantidas em cárcere privado e sob constante vigilância de homens armados, sendo obrigadas a se prostutuir para pagar dívidas.”

Se na novela a personagem que morava no Complexo do Alemão, uma comunidade carioca organizada e situada numa cidade grande, com acesso a informação, sentiu-se seduzida pela chance de ser comerciária numa cidade europeia, que dirá o que pensa sobre uma grande oportunidade quem mora no interior, onde tem poucas perspectivas? Duas coisas me chamam atenção na personagem Morena e que a fazem um bom retrato do jovem que se sente seduzido pela chance de sonhar com uma vida melhor que chega com facilidade: a mãe, pouco instruída e solteira, e a maternidade jovem, que a obriga a “dar conta” de muita coisa que estaria além da sua capacidade. Estes dois fatores estão presentes em muitas das famílias que sociólogos festejam como “ascendente classe C” e fazem parte da realidade que precisamos mudar para que nosso país alcance um índice real de bom desenvolvimento urbano.

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[Crédito da imagem: divulgação]

Qual o custo real com o qual estas mulheres que chefiam famílias sozinhas têm para manter um padrão de vida? Que alternativas lhes são apresentadas e o que elas têm se sujeitado ainda a fazer para poder melhorar de vida quando abandonam os estudos cedo e deixam de ter chances de competir no mercado de trabalho formal? Como nós temos estimulado nelas a formação continuada, o exercício da cidadania e a sede do saber? 

Estas questões são apenas algumas das que devemos nos fazer para entender como podemos evitar que histórias assim se repitam e que novas Morenas sejam ludibriadas e encarceradas diariamente.

P.S. No @avidaquer temos alguns posts sobre esta questão e um deles cabe neste caso: Como ajudar as vitimas de violência sexual na sua reintegração à sociedade.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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