Como o usuário das novas mídias vê TV?

Li hoje na Mashable um pequeno texto e um infográfico fofo compilando os dados levantados pelos pesquisadores da Lab42 sobre o uso que 400 pessoas, usuárias de redes sociais como eu e você, fazem da TV junto aos outros gadgets eletrônicos. Você que não usa Twitter e Facebook enquanto vê TV pode me perguntar: E qual o furor em torno disso? Para quê eu preciso saber como os geeks assistem TV?

Ora, os geeks frequentemente são “early adopters”, eles adotam muito cedo as novas tecnologias e ao incorporá-las ao seu cotidiano (e uma das coisas mais cotidianas e íntimas que herdamos do século XX foi o uso da TV em casa, né?) mudam os parâmetros usados por fabricantes de hardware (de TV, computador, celular) e a postura da indústria do entretenimento (as emissoras de TV, rádio, portais de internet, gravadoras e produtoras). Ou seja, em pouco tempo, sem notar ou opinar, você será impactado também.

E se você pensa que só os jovens usam internet, surpresa: nos EUA não são só os muito jovens que usam TV e internet integradas. Os telespectadores, especialmente os acima de 34 anos, são mais propensos a assistir programas de TV online. E boa parte deles grava seus programas de TV usando plataformas como TiVo (aparelho de vídeo que permite capturar a programação da TV em disco rígido (HD ou DVD-R), como a gente fazia com o videocassete nos anos 1980/90).

Neste contexto, quem ainda acha que a relação entre internet e mídias tradicionais ainda “vai bombar” tem que rever seus conceitos. E os canais de TV paga (ou aberta) que ainda não encontraram um jeito de se comunicar com os internautas, continuarão a perder muito espaço para o P2P e bi-torrent se não encararem de vez a realidade de cada vez mais pessoas se ajustam ao vídeo online. Acredito que, como se fala há um tempo, o vídeo e a música online vai superar peer-to-peer de tráfego (que inclui compartilhamento de serviços de arquivo como o BitTorrent e um volume de pirataria de conteúdo) e que, infelizmente ou felizmente, é a melhor opção para se manter atualizado com os programas favoritos de TV.

Se você não tem ideia do que estou falando, convido-o a conhecer o Blip.fm, GrooveShark ou o Last.fm, serviços que lhe permitem criar setlists, salvando suas músicas favoritas no seu computador – mas acessíveis em qualquer computador mediante a simples criação de um usário. Imaginem ver os seus programas favoritos online e em boa definição (e nem falo de ver no escritório ou no notebook, quantos de nós tem TV que se conectam facilmente ao computador e podem transmitir o sinal digital no conforto da sala ou do quarto?) quando você quer, sem precisar se ajustar aos horários do canal de TV? É neste ponto que chegaremos!

E para chegar lá, creiam, os nerds e geeks que baixavam torrents ajudaram muito ao forçar a indústria do entretenimento a ver que não queremos – nem conseguimos mais – organizar as agendas dentro da programação deles, nós queremos ajustar a programação ao nosso tempo, ao nosso ritmo, à realidade que vivemos num mundo onde a personalização é um produto cada dia mais valorizado e perseguido em busca de uma vida qualificada.

“Ok, já estou quase convencido, mas me diz, como é no Brasil?”

Deixo aqui um desafio: para ajudar a levantar um perfil brasileiro, conte aí nos comentários, como você assiste, grava e gosta de ver TV ou ouvir música! Basta seguir os pontos levantados pela pesquisa norte-americana e que estou traduzindo na legenda das imagens:

Como você assiste TV? Com antena normal (8%), sinal a cabo convencional (26%), sinal digital a cabo (37%), sinal por satélite (25%) ou não uso TV (4%).
Quantas horas por semana você gasta vendo TV?
Você vê mais TV agora do que há um ano?
Você assiste programas de TV na internet? Veja as respostas de acordo com a idade dos internautas!
Você gravou TV ao vivo pelo menos uma vez no último mês? E como fez para gravar, usou DVR/TIVO, VCR ou programa de computador?

🙂

[update] RT @Eloy_Vieira: olha @samegui, complementando seu post… “Foursquare da TV” http://me.lt/2gJ1 [/update]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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