educação / mãe

“O uso da internet no ambiente familiar, como os pais podem orientar os filhos que utilizam as redes sociais, como eles podem incentivá-los a usar as ferramentas virtuais, quais os limites que as crianças devem ter, como mantê-las seguras no ambiente virtual e como as famílias usam a internet também para se comunicar e para se manter conectadas.” Famílias Interativas

@enzobuzz @giorgio_w Lembram-se de como o computador entrou na sua casa? Relatos sobre esta chegada foram o começo dos debates na atividade Famílias Interativas no VI Encuentro Internacional EducaRed e achei gostoso trazer esta conversa para cá, onde vocês poderão também relembrar e contar como as tecnologias chegaram à sua família e se mudaram a forma como vocês se relacionam. A mãe Aline Rodrigues, que voltou a usar Facebook recentemente por conta da filha, de 8 anos, contou que o computador chegou junto com a filha e que como trabalho com o PC e na internet, sempre procurou espaços para criar conteúdo. Assim, com pais que usam a internet de forma ativa, a criança usa a máquina com muita naturalidade. Aline conta que, graças a esta realidade: “ela aceita que monitore sua atividade na rede, o tempo é restrito e ela sempre tem atividades educativas durante esse tempo. Só autorizei o cadastro em redes sociais esse ano, porque ela entrou no Fundmental II, numa escola nova, e eu não quis que ela se sentisse excluída, pois todos os coleguinhas são veteranos. Eu tinha uma conta no facebook abandonada e reativei por causa dela. Ela mexe bem não só com os programas, ela tem uma habilidade com os equipamentos. Eu tenho medo de colocar aparelhos frágeis na mão de criança, mas com ela eu já perdi esse medo.” E como levar esta parceria de casa para escola? Para a maioria de nós, é um caminho natural, usamos no trabalho e em casa repetimos. A professora Melissa Machado contou que usa muito a internet e por isso não tem como a filhota ficar sem navegar também. Mas, “tudo com limite de dia e hora, ela sabe que não é todos os dias e nem por muito tempo! Ultimamente faço muita pesquisa e sempre que (ela) aprende alguma coisa na escola, quer pesquisar no Google! Acho importante essa ferramenta de pesquisa, porém com limites impostos pelos pais e sempre com acompanhamento!” Este acompanhamento e esta presença amorosa, que se mostra até no limite do uso, é o diferencial que estimula até a curiosidade, ensinando pelo exemplo. Este foi o relato da professora Denise Rangel.“Quando o computador entrou em casa, minha 1ª preocupação foi aprender a usá-lo. Eu e meus filhos compartilhamos os espaços virtuais, de lazer, de estudo, de trabalho. Hoje, uso a interação das mídias em meu trabalho com os alunos. E penso que preciso intensificar o uso dessas ferramentas com meus alunos.”

Mas, muitos nos perguntam, como levar este assunto da escola para os pais? A professora Fernanda Tardin ressalta que ainda há muito o que conversar sobre esse assunto. Cada vez mais cedo as crianças estão tendo acesso a internet e em muitas ocasiões os responsáveis não estão sabendo como lidar e orientar seus filhos por esse novo caminho. O que é essencial e indispensável. Percebo, principalmente aqui no interior, que muitos não sabem como orientar poque não sabem utilizar, uma realidade. Eu particularmente, aproveito os momentos de reuniões de pais nas escolas para passar algumas orientações básicas para eles e surgem muitos questionamentos e dúvidas.”

Que tal, na próxima reunião de professores, aproveitar para se aproximar dos professores dos seus filhos e dos outros pais? Trocar cartão, indicar seu e-mail e seu nome no Facebook pode ser o começo de uma amizade virtual que pode trazer muitos benefícios para o grupo inteiro. Como lembrou Viviane Pereira, que é mãe e professora particular de informática para outras mães (que maravilha!), “os pais e professores têm que perder o medo do computador, aprender a lidar com a máquina até para se proximar dos filhos e alunos, falar a mesma língua. Afinal, o filho e aluno pode ser um bom professor!” Torço para que esta postura e a de Christiana Ferreira sejam cada dia mais comuns e muitos pais possam dizer com orgulho: “Aqui em casa o uso da web foi mais um local de encontro e aproximação. Aprendo muito com a minha filha. Ela se sente toda orgulhosa em estar me ensinando.” E não deixe de compartilhar também lá no site do Encuentro e participar da conversa virtual sobre este tema, que mostra também a realidade de famílias do Peru, México e outros países da América Latina.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas