Como navegar com segurança


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Cartilha Navegar com Segurança do Instituto WCF.

Nesta semana comprei um cereal matinal que vinha com um brinde diferente: um CD com jogos para instalar no computador. Como meu filho já tinha me visto instalar programas, pediu para fazê-lo e deixei. Ainda bem que tenho o hábito de ficar perto deles quando usam a internet e assim pude ouvir quando começou a reclamar porque não conseguia prencher um dos campos de cadastro. O que se pedia e não cabia? Todos os fones da família. Abortei na hora o processo, cancelei o jogo e me pus a pensar sobre a importância de refazer a preleção sobre os cuidados com a internet.

Aproveitei e escrevi um texto sobre o tema no blog Mães com Filhos, no qual escrevo sobre a vida conectada dos filhos 2.0 e dou dicas para as mães que não querem mais ser 1.0. Para a maioria dos jovens a internet não é simplesmente uma diversão, é um espaço imprescindível para sua existência. Um pré-adolescente sem orkut ou MSN é um peixe fora do aquario e não estar nestas redes sociais é um “mico” que ninguém quer “pagar”.  

No entanto, esta vida online dos filhos tira o sono dos pais e pode ter alguns custos elevados para as famílias. Uma amiga me contou nesta semana que o filho de dez anos faz tanto download de jogos e arquivos que ela frequentemente tem problemas no HD. O que fazer para a navegação deles ser mais segura neste sentido? 

O ponto mais importante é não deixar que as crianças tenham contato virtual com estranhos e ensiná-los que não devem oferecer dados pessoais na internet. Falar sobre o roubo de identidade e explicar que acontece quando alguém se aproveita de informações particulares de outras pessoas, como nome, CPF, número de cartão de crédito ou outra identificação.

É importante explicar que embora emails e redes sociais sejam boas ferramentas de relacionamento, também podem ser utilizadas por pessoas mal-intencionadas, a fim de roubar informações pessoais. Aqueles ensinamentos básicos, como nunca conversar com estranhos continua valendo e devemos deixar claro que um “velho amigo” com quem apenas se troca mensagensno Instant Messenger, mesmo que por muito tempo, continua sendo um estranho.

Dados pessoais (como cor da pele, do cabelo, números de telefones e documentos, fotos que identifiquem o local onde estuda, mora, ou clube que frequenta) podem dar pistas sobre a família e sua rotina, como os horários em que retorna da escola, do curso de inglês, da natação ou mesmo se os pais estão viajando ou trabalhando são dados valiosos para pessoas de índole ruim. Lembram-se de um spam que corria a web há pouco tempo e contava de um policial que descobriu toda rotina de uma adolescente se fazendo passar por amigo virtual e depois apareceu na casa dos pais para lhes contar como tinha sido fácil saber tudo da vida da menina?

Para muitas pessoas parece que divulgar seu perfil numa rede social e tornar-se parte de uma comunidade on-line, comentar em blogs ou conversar no Instant Messenger apenas com pessoas conhecidas os dará imunidade aos golpes de pessoas mal-intencionadas e desconhecidas. Mas é importante tomar cuidado: amigos também publicam fotografias e informações que dizem muito a respeito do grupo de convívio e familiares e os criminosos se aproveitam desses dados para cometer um assalto, realizar ou simular um seqüestro, ligando para um membro da família e fornecendo dados precisos sobre seus filhos e parentes. 

Clicar em mensagens de spam (e-mails não solicitados) é o maior erro que se pode cometer. Uma prática que eu também adoto é sempre checar com o remetente quando recebo mensagens suspeitas antes de clicar no link ou na imagem com origem duvidosa. Sempre me salva de vírus e outros males virtuais. Malwares são aplicativos perigosos como keylogger (que registra tudo o que se digita, capturando informações confidenciais) e banker (que reconhece o acesso a um site de banco e rouba dados bancários). Já fui vítima do Cavalo de Tróia há alguns anos e não facilito mais!

Torço para que não aconteça com você. E conto com suas dicas e histórias que podem contribuir para uma navegação segura para todos. 😉

P.S. As compras online são um capítulo à parte. É importante não autorizar compras em lojas virtuais sem sua presença. Ao digitar o número do cartão de crédito num site suspeito, é possível que ele seja utilizado para debitar valores superiores ao publicado, que nunca se receba o produto desejado ou que sejam feitas outras compras sem autorização. A clonagem do cartão também é um risco, por isso, é importante escolher apenas os sites de compra conhecidos e, portanto, confiáveis. Outra dica de segurança para o momento das compras on-line é observar se a página na web tem endereço eletrônico alterado automaticamente de http:// para https:// (incluindo o “s” de “secure”) logo no início da compra. Isto significa que o site irá solicitar o preenchimento de um cadastro, com dados pessoais do cliente e que, portanto, oferecerá a segurança necessária para preservar a sua identidade. Também é prudente verificar se existe um pequeno cadeado com chave na tela do computador, garantindo que este é um site seguro. Ao clicar neste símbolo, pode-se verificar se o site tem certificados de encriptação, se estes estão dentro do período de validade e se foram emitidos por empresas renomadas como Certisign e Verisign.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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