Como me tornei uma Madrinha


É época de Natal e de um jeito ou de outro a gente pensa em ajudar o próximo, lembra das crianças carentes para as quais o Natal não vai ser tão feliz. Como não vir à mente crianças como a “Pequena Vendedora de Fósforos” ou O Esprito do Natal (nem que seja a versão do Mickey, todo mundo conhece)?
Minha mãe sempre nos ensinou a reunir roupas e brinquedos nossos, usados mas em bom estado, para doarmos antes do Natal, para agradecer antecipadamente os presentes que, sabíamos, receberíamos. Eu tb faço isto com os meninos, e mesmo com o apego deles por alguns itens sem uso mas muito queridos, nós conseguimos reunir muita coisa e doar duas ou três vezes por ano. Mas eu sempre senti que não era suficiente.
Um ano atrás eu estava com este sentimento. Lembrava de ter ouvido falar de apadrinhamento de crianças carente e resolvi fazer uma busca no google. Assim eu me tornei madrinha da Terezinha Helen. Apadrinhei-a, uma criança atendida por uma ONG do Fundo Cristão para Crianças (CCF Brasil), e foi uma experiência muito gratificante. Pude escolher a criança (escolhi uma menina de 2 anos do sertão nordestino e pude checar a ONG em cuja creche ela é atendida) e tenho recebido cartinhas da mãe dela me contando, de um jeito de pessoa humilde mas com carinho, os sucessos da pequena. Agora quando vejo imagens tristes do sertão seco, lembro dela e penso que pelo menos uma familia está sofrendo menos, pois eu estou ajudando. Quem sabe eles se mantém no programa e eu a vejo, de longe, concluir os estudos? Seria uma bênção maravilhosa. Mas se ela se mudar, eu encontrarei outra criança para ajudar, pois agora que descobri esta alegria, creio que não ficaria mais sem. Confesso que tenho me sentido uma Madrinha de verdade e isso me deixa feliz. Inclui a “mesada” da minha afilhada nas contas domésticas e todo mês eu penso: 37 reais (o valor sugerido) é menos do que gastamos quando vamos com nossos filhos comer McLanche para eles ganharem brinquedinhos da Disney ou para uma sessão de cinema em familia. E pode significar muito para a vida de uma criança carente.
Ao se tornar padrinho ou madrinha de uma criança pelo Fundo Cristão para Crianças você não assume qualquer compromisso legal com o seu afilhado ou com a instituição. Sua participação é totalmente voluntária e filantrópica. A contribuição é mensal e por tempo indeterminado, enquanto o padrinho quiser.
Para os mais ressabiados com instituições (como eu sempre fui, ainda mais por noticias que soube de associações criança-renal e etc Brasil a fora) saibam que o Fundo Cristão para Crianças foi contemplado pela quarta vez com o Prêmio Bem Eficiente em 2006, outorgado e conferido pela Kanitz & Associados, que premia as 50 melhores entidades beneficentes mais bem administradas do país.O objetivo do Prêmio é prestar homenagem as melhores entidades brasileiras, divulgando sua eficiência e seriedade.
Se vc se interessou, pode conhecer o CCF Brasil em http://www.fundocristao.com.br

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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