a vida quer

Esta é a semana das mães do sul e do Japão, e começamos bem com desabafo da Tatiana na segunda feira contando que “Tá no sangue” o gosto pela música que a tem aproximado do filho Yudi, que prestes a completar 13 anos já faz sua transição entre o pokemon e o rock. No dia seguinte, Aline também falou do legado que deixa para seus filhos, relembrando o quanto “Uma infância com livros” foi significativa para si mesma e seus ancestrais. Amanhã tem texto da Adriana que discute “A Falta de incentivo à cultura em nosso país” e na sexta a Valéria nos pergunta “Como explicar, como entender” a morte de um parente próximo? Que pergunta difícil!
Precisamos pensar no que estamos deixando para os filhos, na nossa forma de encarar a vida. Depois de uma temporada de tristeza e de “revisão” de valores que passei por conta do Dudu e Vini, sexta-feira eu soube que uma amiga de infância faleceu de infarto. Patrícia era mais velha que eu apenas 3 meses e deixou uma filha quase da idade do Enzo. Foi um choque, eu confesso, pois eu tinha reencontrado a prima dela, Simone, minha ultra-melhor-amiga-de-infância há poucas semanas no orkut e planejava uma viagem para visita-las. Ela ia se casar em setembro. Liguei para lá, falei horas no telefone e prometo que vou tentar ver mais as pessoas – mas as que quiserem me ver também. Estou cada dia mais “mestre de bonsai” (como me auto-intitulo -a risos), cortando na carne se for preciso para ter uma vida mais harmônica. Sem dó vou lá e “iááááá”!
(tá bom, quem me imaginou de barbicha e roupa de samurai tipo Myagi Sensei do filme Karatê Kid pode rir da minha cara! Eu estou rindo aqui! Háháhá)
E estou ficando velha, porque já não consigo mais topar viajar para ficar desconfortável, logo quero voltar para meu cantinho. Passear é bom, mas voltar para casa é melhor ainda!
Como meu final de semana teve alguns momentos em que me senti no meio de um furacão, a imagem da Dorothy dizendo “não há lugar como o nosso lar” é uma metáfora para mim… tive meus companheiros maravilhosos nesta aventura (não estou chamando meus filhos e minha querida maninha de espantalho, homem de lata e leão sem coração -ela está mais para fada boa e linda- nem qualquer outra pessoa de bruxa malvada do norte), mas enfim, me senti de volta ao querido Kansas ao me deparar com a Marginal Tietê!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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