mãe

Ontem li um post que mostrava claramente o divisor de águas da nossa geração para a dos nossos filhos:

“Muitos de nós se lembra do primeiro contato com a internet, do envio do primeiro e-mail. Mas para os jovens da geração atual não existem lembranças sobre a falta de acesso à internet. Na verdade, eles não podem imaginar não ter acesso a web.”

O texto citava o relatório “Digital Nation: Life on the Virtual Frontier” sobre tendências da rede e que mostrava que a grande massa de jovens atuantes e brilhantes conectados à web é multitarefa.Não tem novidade alguma para nós, pais, não é mesmo? Pois há uma grande novidade aí:

Li no Valor Econômico uma pesquisa feita pelo Ibope Nielsen em dezembro e que retrata a corrida das crianças para internet. Dados coletados em dezembro de 2009 com crianças de 2 a 11 anos mostravam que das 28,5 milhões de pessoas que navegavam na internet de suas casas, 14% 94 milhões) estavam nesta faixa etária. Há dez anos, as crianças eram 6% da audiência total da internet residencial.

Os especialistas concluem que a popularização da internet entre as crianças é motivada pela redução dos preços dos equipamentos e pelo desejo dos pais de levar o computador para os filhos. E aí eu pergunto: o que faz estes pais desejarem tanto a inclusão digital dos filhos?

Garanto que não é para que eles joguem no computador, façam compras pela internet ou passem a se socializar através das redes sociais e instant messengers (MSN e afins). Mas é o que as crianças têm feito. Os líderes de audiência desta turminha são os sites de jogos, desenhos e histórias infantis. Os números mostram que 15% das visitas a sites de jogos são feitas por crianças e que as meninas estão cada vez mais interessadas em se socializar pela rede.

Teoricamente o Orkut é só para maiores de 18 anos, mas as crianças já representam 10% dos usários da rede social mais popular do Brasil. De cada dez usuários de MSN no Brasil, um tem até 11 anos de idade. Seu filho faz parte deste grupo? Sinal de que ele está usando a rede para vivenciar a fase da socialização, uma alternativa comum nesta geração que cresce sem espaço para ter amigos reais no seu cotidiano, sem brincadeira de rua, primos por perto ou mesmo irmãos em casa.

Mas é importante que, ao mesmo tempo em que nos maravilhamos com as habilidades de nossos pequenos internautas, não percamos a noção de que eles precisam vivenciar uma infância natural, sem tanta parafernália, que precisam do nosso estímulo para um brincar desestruturado e mesmo sendo craques na internet contam com nossa presença em sua vida virtual para vivê-la com segurança.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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