Como as crianças brincam

Brincando no Museu do Ipiranga.

Brincando no Museu do Ipiranga.

Como eu brinco com meu(s) filho(s)? Compartilhamos momentos maravilhosos passeando, consumindo cultura, lemos juntos e vemos TV ou filmes. Dançamos e cantamos juntos, jogamos juntos, mas não brincamos.

Aí me perguntei: será? Parte das mães que estão no debate têm filhos pecorruchos, mais novos que os meus e vivem efetivamente uma fase na qual sua presença é muito importante para as crianças. Mas aqui em casa é muito diferente. Concordo que a criança não gosta do brinquedo que já vem brincado – e aqui em casa os também até os grampos de roupa viram mil objetos, são tão usados quanto os Legos – mas já não sou mais a parceira principal das brincadeiras. Tenho refletido que sinto cada dia mais a necessidade de darmos liberdade para as crianças brincarem. Já orientei brincadeiras, quis “ajudar” a diversificarem, criarem, se organizarem, mas não valeu. O que os faz felizes é a liberdade de inventarem sem intervenção, dos brinquedos “prontos” (os eletrônicos, que falam e agem sozinhos, logo desplugados aqui e tranformados em brinquedos manipuláveis) aos criados a partir de sucata (uma atividade que os meninos amam é criar brinquedos, jogos, coisas novas com sucata) tudo tem valor na liberdade de serem eles e neste sentido minha presença chega a ser um empecilho. As mães de crianças na segunda infância poderiam me contar se é igual em suas casas? Fiquei perdida com minha constatação!

Afinal, qual é a brincadeira que você realmente adoraaaaaaaaa compartilhar com seu filho? Estou pensando nas minhas para escrever. Para me inspirar, leio os posts das participantes do É Hora de Brincar: Re MatteoniLuana MenezesLu IvanikeAna Laura, Simone MileticGrazielaAna Cláudia Bessa.

Outra reflexão que tive sobre pais e filhos veio de dois textos excelentes que li nesta semana. @veriserpa levantou um tema incrível em Minha casa vs nossa casa, texto memorável que partiu de uma entrevista que Will Smith concedeu à Oprah Winfrey e a fez reflexionar sobre a importância da sua própria família em meio a amizades e sobre o espaço que pais e fihos dividem, o lar, e as diferenças nas relações de posse e de autoridade que separam as famílias aqui e lá.

E Andréa do Z de Zebra comentava um comercial da Nike com Jadel Gregório e reflexionou sobre Pais, filhos e escolhas. Estou lendo (e adorando) o livro Mamãe e o sentido da vida, a obra mais autobiográfica de Irwin Yalom e o texto caiu como uma luva para pensar, me emocionar e até rir do fato de eu e minhas irmãs sermos com minha mãe (e pai e irmão) tão “Brothers and Sisters“. Sim, aquele seriado me prende como se eu visse minha vida na telinha nos comportamentos tão amorosos que são invasivos, nas mensagens de texto (às vezes encaminhadas de um para outro), nos telefonemas que são uma corrente maluca, nos encontros que combinamos com tanto entusiasmo e acabam sempre uma mega confusão à mesa. Família é uma maravilha, amo imensamente a minha e hoje estou com especial saudade de todos eles.

Eu entre minhas irmãs e minha mãe no batizado do meu sobrinho CJ em outubro.

P.S. Os brinquedos (patinete e pogobol) da foto no Museu do Ipiranga, usados no feriado da Consciência Negra, 20/11, estavam entre os objetos pessoais queridos que se foram ontem com nosso carro. Paramos no estacionamento interno do Parque do Iburapuera (perto da locação de bicicletas do portão 3) e quando voltamos o carro não estava mais. Roubaram com tanque cheio, som, GPS, objetos inestimáveis. Bem que me falaram que um Gol Power zerinho era convite a ladrão… agora é esperar a burocracia do seguro correr e termos a chance de escolher um outro modelo para comprar. Mas que é meio tristinho é. Ontem vimos o filme Transformers e cheguei a imaginar a “dor” do Golzinho sendo desmontado num desmanche. 🙁

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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