destaque / educação

ocupação das escolas em sp

Nesses dias estamos passando por momentos muito críticos e além de nossa compreensão, em âmbito internacional, nacional e regional.

Estamos ainda sob o impacto dos ataques terroristas na França, o contra ataque na Síria que pode desencadear sérias implicações na política internacional.
Além disso no Brasil estamos acompanhando a tragédia que ocorreu no interior de Minas Gerais com o rompimento das barragens, a tragédia em Mariana já é considerada o maior desastre ambiental da história do Brasil. Centenas de milhares de pessoas tiveram as vidas afetadas pelo rompimento das barragens, com de sete vítimas fatais e outros 15 desaparecidos, além das perdas humanas, é de extrema preocupação as consequências que virão para todos a curto/médio prazo, pela destruição de um rio e de todo o ecossistema que o rodeia.

Em São Paulo alunos protestam contra a reestruturação do ensino estadual, que prevê o fechamento de mais de 90 escolas da rede estadual.

Diante de tantos acontecimentos, me recordei de uma frase que li da escritora Susan Sontag:

“A probabilidade de que seus atos de resistência não consigam impedir a injustiça não o exime de agir em prol do que você, sincera e reflexivamente, considera como sendo os melhores interesses de sua comunidade.”

IMG_7434.JPG

E nesta semana fui visitar a escola E. E. Valdomiro Silveira em Santo André, que está ocupada pelos alunos, fui com uma amiga professora da rede estadual, levamos água, alguns biscoitos e demonstrar nosso apoio.

A ocupação é pacífica, nota-se claramente que o objetivo dos alunos não é a depredação, mas sim a continuidade do serviço da escola na região. O que vimos foi uma escola organizada com as pessoas ocupando de uma forma ordeira, com a comunidade circulando e exigindo que seja reconsiderado o fechamento da escola, já que as opções para transferência dos alunos são 3 escolas, duas num raio de 3km de distância e outra no centro da cidade.

Os ocupantes já receberam do oficial de justiça a ação de reintegração de posse, segundo eles, eles sairão pacificamente, pois não querem que ninguém se machuque, principalmente os alunos, mas garantem que não desistirão tão facilmente da escola deles.

Este post é um convite a você de alguma forma ajudar ou a se engajar no apoio de alguma dessas causas, pela construção de uma sociedade mais participativa.

IMG_7433.JPG

Como apoiar os alunos das escolas estaduais de SP?

Visite o site da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

 

Reprodução de imagem de reportagem de Isabela Palhares e Luis Fernando Toledo no Estadão Educação.

Reprodução de imagem de reportagem de Isabela Palhares e Luis Fernando Toledo no Estadão Educação.

Nota da editora para quem é de fora de SP entender o movimento:

Em protesto contra a reorganização imposta pelo governo de São Paulo que inclui o fechamento de cerca de 90 escolas, os alunos ocupam os espaços de educação pública desde o começo de novembro. A primeira escola ocupada, no dia 09/11/2015, foi a E.E. Diadema, na região central do município que fica na Grande São Paulo. Em seguida, o Fernão Dias Paes, colégio na capital paulista, foi ocupado por alunos na manhã do dia 10/11/2015. A partir da sexta-feira (13/11), mais escolas começaram a ser ocupadas, criando um movimento sem precedentes.

The following two tabs change content below.

Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas