Para comemorar: prêmio Empreendedor Social só tem mulheres na final #GirlUp

Empreendedor Social só tem mulheres na final

Há alguns anos acompanho com simpatia os indicados e premiados no Empreendedor Social, prêmio de empreendedorismo social que desde 2005 é realizado pelo jornal Folha de São Paulo e pela fundação Schwab (correalizadora do Fórum Econômico Mundial), cujo propósito é identificar líderes de cooperativas, empresas sociais (do setor privado que distribuem lucros para ajudar a sociedade), ONGs e indivíduos que desenvolvem ideias inovadoras e sustentáveis para benefício coletivo.

Neste ano vibrei ao saber que, pela 1ª vez, este que é o principal prêmio de empreendedorismo socioambiental da América Latina e um dos mais concorridos do mundo, só tem mulheres na final.

Não bastasse isso, um dos projetos dos quais me sinto mais próxima – a Asta, parceira do Coletivo Artes, do qual já falei (exaustivamente) aqui – está na disputa com Alice Freitas (Asta), ao lado de Merula Steagall (Abrale/Abrasta), Regina Vidigal (Arte Despertar) e Sylvia Guimarães (Vaga Lume).

Naturalmente eu torço pela Rede Asta, afinal, conheço bem o trabalho, que tem parceria com a Coca-Cola e que visitamos algumas vezes com os blogueiros do Viva Positivamente. Me encanta a ideia por trás desta parceria: promover transformação social por meio da geração de renda e da valorização da autoestima – o Coletivo Artes leva capacitações especializadas para grupos produtivos no Brasil os fortalecendo e gerando renda para centenas de mulheres produtoras.

Esse é o objetivo do Coletivo Coca-Cola, uma inovadora tecnologia social gerenciada pelo Instituto Coca-Cola Brasil, que atua em cinco modalidades: Logística e Produção, Empreendedorismo, Varejo, Reciclagem e Artes. Mais de 300 cooperativas de catadores e 150 comunidades de todo o país já receberam apoio e capacitação dos Coletivos. Os produtos expostos aqui são fruto do trabalho do Coletivo Artes. Sua proposta é capacitar grupos de artesãs de baixa renda usando uma dobradinha certeira: oficinas de design+reuniões sobre gestão e empreendedorismo. Cada grupo desenvolve uma coleção exclusiva de produtos que reciclam embalagens de Coca-Cola. Essa coleção é oferecida em canais de comercialização mais amplos do que a venda local, como a internet e o catálogo da Rede Asta. Isso garante que os grupos recebam pedidos mensais e se mantenham gerando renda e consciência ecológica.Do lado do consumidor, fica a certeza de adquirir um produto sustentável e afinado com os preceitos do comércio justo.

Vale lembrar que se fala demais sobre empreendedorismo atualmente, especialmente focando no sucesso financeiro dos negócios. Mas a palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta do século 18, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir. Na verdade, é ao juntarmos esta ousadia com a criatividade que vemos surgir um cidadão visionário, prático e pragmático, capaz de superar seus próprios limites na construção de um cenário mais promissor e inovador.

E o que é ser empreendedor social?

empreendedor social

Credita-se o conceito do empreendedor social ao fundador da Ashoka, Bill Drayton, que em 1980 cunhou este conceito aliando as características empreendedoras à necessidade de contribuir ativamente para a melhoria da qualidade de vida, estimulando valores humanos, econômicos e ambientais que incentivem a criação de políticas públicas voltadas para a transformação da sociedade.

Entendem porque eu votei na Asta?

Creio que discutir o tema empreendedorismo social no Brasil sem fazer uma imersão pela economia criativa e sem empoderar as comunidades que ficam à margem da economia tradicional é deixar de lado um dos ativos mais competitivos que o país oferece: o capital humano e criativo.

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A Rede Asta é um negócio social que tem a missão de ajudar a diminuir a desigualdade social brasileira e o faz impulsionando pequenos negócios produtivos comunitários através do acesso ao mercado, conhecimento e criação de redes. Para isso apoia quase 50 pequenos negócios do estado do Rio de Janeiro, beneficiando mais de 700 artesãos e comercializando seus produtos na primeira rede de venda direta de produtos sustentáveis do país e na produção de brindes corporativos feitos com o reaproveitamento de resíduos empresariais. A cadeia funciona de forma bem conhecida e popular entre o público impactado. Como nas redes de venda de cosméticos e produtos para casa por catálogos, os produtos são vendidos pelas Conselheiras (revendedoras) diretamente aos consumidores finais, garantindo um valor agregado: a possibilidade de gerar sustentabilidade através de uma justa distribuição de renda e um consumo consciente.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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