Cólica… Por que alguém com uma dor assim sai de casa?

 

Recebi um release que comentava um estudo divulgado na Revista Brasileira de Medicina dando conta de que 33 milhões de mulheres no nosso país sofrem de cólica no período menstrual.

Ênfase no “sofrem”, tá?

Não é um mal-estar, é dor mesmo, muitas vezes incapacitante.

Eu me solidarizo porque sofro com este mal desde os 12 anos, quando entrei pare este time de mulheres que ficam prostradas por alguns dias todo mês e que precisam continuar vivendo como se estivesse tudo sob controle.

Por que alguém com uma dor assim sai de casa?

É o que o médico César Fernandes se pergunta.

“Uma pessoa com dor intensa, qualquer que seja, vai querer se recolher, se defender da dor em uma determinada posição. (mas) o medo de sofrer sanções, de perder o emprego, faz com que ela vá trabalhar. Seria muito mais apropriado que ela se afastasse por algumas horas para aliviar sua dor e voltasse em plenas condições. Como o jogador que tem uma contusão, se afasta e volta 100%.” 

Mas se as mulheres e seus empregadores não entendem isso, que dirá da turma de casa?

Marido, filhos e até os pais, será que os familiares entendem que esta dor é pesada de verdade, que a cólica não é “frescura”, nem é algo com que a mulher “tem” que se acostumar?

E o que devemos fazer nestes casos?

“As mulheres que têm cólica devem procurar atendimento médico. Os empresários devem estar atentos e prover condições para que elas procurem ajuda. Uma simples consulta ginecológica, sem a necessidade de grandes exames, de grandes recursos, consegue fazer o diagnóstico e dar o atendimento adequado.” 

Mas, afinal, o que é a cólica?

  • São dores causadas pelas contrações da parede do útero para liberar um óvulo não fecundado;
  • Nesse processo, além das contrações, a queda nos níveis hormonais também faz com que essa parede desabe, caracterizando a menstruação;
  • Em algumas mulheres esses espasmos podem ser muito mais intensos e os vasos sanguíneos que irrigam o útero ficam comprimidos, causando dor abdominal intensa;
  • Essas dores também podem irradiar para as costas e para a face interna das coxas que podem durar por todo o período menstrual.

Como amenizar?

A Dra. Vania Carolina Pereira Stancka, ginecologista no Hospital São Camilo de SP, indica a aplicação de calor local, uma dieta rica em fibras e a prática de exercícios aeróbicos.

“Já o tratamento com remédios só pode ser feito após avaliação médica, pois é preciso diagnosticar qual o tipo de cólica que a mulher tem e só assim indicar o melhor tratamento”, complementa.

As cólicas podem ser divididas em dois tipos:

  • Primária: Costuma anteceder a menstruação e durar até os primeiros dias da menstruação;
  • Secundária: Está associada a alguma patologia ginecológica e os sintomas podem não ter relação com o ciclo menstrual. Neste caso, as cólicas são mais intensas e progressivas, ou seja, os sintomas pioram ao longo da vida se não tratados. E a endometriose pode estar entre uma das condições que geram essa dor intensa.

Por isso, é muito importante que você dê atenção às dores que você sente todos os meses. E procure um médico anualmente para a realização de exames preventivos e de rotina.

Saiba mais neste vídeo do Dr Drauzio Varella:

😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.