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São Paulo 18-08-2015 Cerimônia de Reinauguração do Teatro Municipal Arthur Azevedo Exmo. Sr. FERNANDO HADDAD, Prefeito de São Paulo, e da Sra. Vice-Prefeita NADIA CAMPEÃO, Srs. NABIL BONDUKI, Secretário Municipal de Cultura, ROBERTO GARIBE, Secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e EVANDO REIS, Subprefeito da Mooca. Foto Cesar Ogata / SECOM

Parte da nossa história em São Paulo, o Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo foi palco da primeira apresentação de final de ano do meu filho, da formatura de outro, de passeios para ver peças infantis queridas (como o Menino e o Burrinho) e depois… fechou!

Foram anos passando na frente e sonhando com a prometida reforma e o que ela poderia nos trazer!

Admito, porém, que nem nos meus sonhos mais fantasiosos, imaginei que se tornaria um centro de estudos e de promoção de um dos estilos musicais mais lindos, mais brasileiros e, por que não dizer, mais paulistanos, o chorinho.

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O que nos animou foi poder ouvir Chorinho de qualidade aqui perto de casa, pois a secretaria de cultura garante que o resultado da modernização técnica dará “um salto de qualidade na sua programação cultural, com show e rodas de choro e atividades regulares de formação relacionadas a esse gênero musical”.
A curadoria musical está sendo elaborada por uma comissão formada pelos próprios chorões, esses aí da foto, com uma programação especial do Choro que dividirá o palco também com outros estilos musicais e formas de arte como a dança e o teatro, oferecendo ao público uma certa pluralidade, coisa meio rara aqui no bairro.
E, acima disso, estamos felizes pela possibilidade de que nossos filhos possam aprender.
Além de atrações artísticas, o Teatro receberá oficinas e atividades de formação em Choro, que poderão ser realizadas também no amplo prédio anexo, construído durante essa obra para abrigar a área administrativa e as salas multiuso para ensaios e apresentações mais intimistas.
(vou lá saber detalhes das aulas e farei update!)

E como o Choro chegou à Mooca?

Não era coisa da Benedito Calixto?

Segundo a história oficial, a proposta de resgatar a ideia do clube partiu de uma mobilização de artistas dedicados a esse gênero musical. Eles queriam retomar a tradição que culminou, na década de 1980, na criação do Clube do Choro, localizado na Rua João Moura, em Pinheiros. O espaço reunia centenas de músicos e admiradores do estilo.
Izaias e seus chorões o grupo de Choro mais antigo em atividade em São Paulo

Nos primeiros shows vi o teatro cheio para ouvir ícones do Choro: o grupo Izaías e Seus Chorões, o mais antigo em atividade em São Paulo, liderado pelo Mestre Izaías, com canções autorais e de compositores paulistas de várias épocas.

André Parisi Quinteto com um repertório próprio de valsas e choros lentos e modernos, com a participação do percussionista convidado Everton Reis, André Kurchal na percussão, Gabriel Deodato Deodato no violão 7, Angela Coltri na flauta, Caio Vinicius de Souza no cavaco e bandolim e Andre Parisi na clarineta e composições.

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Vejam no vídeo abaixo que gostoso o estilo deles. A Roda de choro é composição de André Parisi e foi gravada e filmada pelo quinteto no estúdio 185, em 2011.

A Bandinha Popular homenageia a compositora paulista Magdalena Pesce Vitale, conhecida como Lina Pesce, conhecida por dar nomes de pássaros às suas obras, como “Bem te vi atrevido”.

A compositora e musicista brasileira, filha do maestro italiano Giacomo Pesce, viveu entre 1913 e 1995, e ficou conhecida em 1942, quando o seu choro “Bem-te-vi atrevido”, então famoso no Brasil, foi incluído na trilha sonora de um filme de Hollywood, “Dupla Ilusão” (“Twice Blessed”, no título original).

O primeiro mês do “velho novo” teatro da Mooca tem clássicos, mas de outros estilos musicais: Angela Maria e Cauby Peixoto, o cantor e compositor Moraes Moreira e Filipe Catto, homenageando Cássia Eller.
Parece promissor, né?
São Paulo 18-08-2015 Cerimônia de Reinauguração do Teatro Municipal Arthur Azevedo Exmo. Sr. FERNANDO HADDAD, Prefeito de São Paulo, e da Sra. Vice-Prefeita NADIA CAMPEÃO, Srs. NABIL BONDUKI, Secretário Municipal de Cultura, ROBERTO GARIBE, Secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e EVANDO REIS, Subprefeito da Mooca. Foto Cesar Ogata / SECOM

O teatro:

O projeto original do arquiteto Roberto Tibau e é tombado pelo Conpresp como exemplo de arquitetura modernista em São Paulo. Agora, reformado e modernizado com projeto arquiteta Silvana Santopaolo, do Gerenciamento Técnico de Obras da Secretaria Municipal de Cultura, ele passa a contar com recursos técnicos contemporâneos para as companhias e mais conforto para o público, colocando-o no mesmo patamar das principais salas da cidade.

Com capacidade total de 349 lugares, incluindo 16 especiais, a obra contemplou a requalificação da caixa de palco com a instalação de recursos modernos de cenotecnia para teatro e sistema de projeção; nova cabine de controle de som e luz; melhoria acústica; ar-condicionado com sistemas de controle independentes para palco e plateia; novas instalações elétricas e hidráulicas e novas poltronas na plateia. Além disso, foi construído um prédio anexo com cobertura impermeabilizada e sombreamento, que garante maior conforto térmico interno e maior vida útil para a impermeabilização.

2013-09-05 Visita a reforma do Teatro Arthur de Azevedo na região da Móoca Parte Externa do Teatro FOTO CESAR OGATA / SECOM

A área reformada total é de 1454 metros quadrados e com o prédio anexo a área construída foi ampliada em mais 500 metros quadrados. O terreno total tem 3 mil metros quadrados, considerando ainda os jardins e o estacionamento com 26 vagas, sendo 5 exclusivas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Nesta reforma, o prédio passou a ter acessibilidade total para público e atores. Além das adaptações internas (camarim acessível, sanitários acessíveis, etc.) foi prevista a instalação de plataforma para pessoa com deficiência e mobilidade reduzida entre o estacionamento e o acesso principal ao saguão.
🙂
Teatro Arthur Azevedo fica na Avenida Paes de Barros, Mooca, São Paulo, entre os metrôs Bresser-Mooca e Vila Prudente, e a estação de trem Mooca.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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