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Hoje estréia Ciranda de Pedra novela das seis que trará Ana Paula Arósio como mãe de três adolescentes . Claro que Arósio estará maravilhosa, como sempre, mais ainda porque a novela tem o glamour dos filmes de cinema da época, mas é um susto vê-la como mãe de moças que brigam por namorados e eram, na época, jovens mulheres. Ao mesmo tempo, é uma representação fiel da realidade daquela época, quando as moças casavam ainda meninas e mesmo as da "sociedade" estavam aptas ao casamento ao terminar o "Normal". Lembram-se do filme O Sorriso de Monalisa ? Pois é, imagine que as moças casavam aos 18 e tinham filhas casadoiras pouco depois dos 30. Na minha idade, certamente já eram avós! (credo)

Além da crítica à época, ver São Paulo em 1958 será um encanto, acredito. Outro dia li ou ouvi com os meninos a Ruth Rocha contar como era este bairro quando ela era menina e ia à escola lá, caminhando por entre chácaras. Acredito que a época seja mais da juventude desta escritora, mas não deixa de ser bucólico. E lembro vagamente de uma versão desta novela, baseada na obra de Lygia Fagundes Teles , e que era uma das que assisti com minha Batian.

Nascida num Japão quase feudal em 1902, mesmo após décadas no Brasil ela ainda tinha dificuldade com o idioma e sempre dizia que preferia as novelas das seis e de época, que eram mais calmas e cujas falas ela assimilava melhor. Ficou para mim uma mania de novela de época que algumas vezes eu "ouço" na cozinha. Só esta eu aguento "ouvir", porque as das oito (nada contra quem assiste), eu nunca consigo achar que tem bons temas. Estou há um tempão sem tempo para novelas e outros prazeres bobos, mas quero tentar recuperar este hábito agora, pois fiz um propósito sincero de limitar meu horario de trabalho – ser blogueiro faz a gente trabalhar sem medidas, vocês sabem!

P.S. Embora eu tenha levado uns puxões de orelha porque falei com muita freqüência sobre idade aqui no blog (eu gosto de falar que sou balzaquiana e parece que ando assumida demais! risos), não resisto ao tema.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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