Cinderella

No sábado passado minha prima Gisane nos convidou para ir ao teatro infantil e, apesar dos pontos no olho do Giorgio, colocamos um óculos escuros e fomos. Afinal, para manter a rotina familiar, nada melhor do que um bom  programa cultural. Gisane e Erlei são pais do Lorenzo, que nasceu alguns meses antes do Gio e nós sempre pensamos que eles poderiam ser amigos… não tiveram chance, mudamos quando eram bem pequenos, mas pude notar que eles se dariam muito bem se morassem perto.

Os meninos adoraram a Cinderella a versão musical com roteiro de José Wilker e direção de Eduardo Martini. A peça ( com o estilo espirituoso e extrovertido de Wilker) é bem humorada e divide bem os personagens masculinos e femininos.  A Cinderella era chatinha como sempre (afinal as excessivamente boazinhas são chatinhas, vamos admitir) e o Príncipe um menino mimado, mas o Arauto, a Madrasta e a Fada Sobrinha são personagens memoráveis.

Um rato, uma gata e um cachorro de rua são os narradores do clássico infantil numa versão escrita por Wilker em 1988  para as filhas Mariana e Isabel, que contribuiram com esta segunda montagem. A crítica dizia na estréia em São Paulo que “Eduardo Martini, que, além da direção assina a coreografia, apresenta um espetáculo que foge dos estereótipos. O trabalho está recheado de referências do cotidiano urbano atual”. Como tem acontecido atualmente nos textos infantis, há referências que divertem os adultos pinceladas com sutileza, trazendo a ficção para perto das questões do mundo moderno.  Segundo Martini, a idéia de colocar parte dos personagens para ler a estória é uma maneira divertida de estimular as crianças a ler.

O espetáculo conta a estória de três bichos: a gata Clarabela (Ana Paula Grande), o rato Pantaleão (Pablo Diego) e a cachorro Gardel (Andre Srur), que encontram um livro abandonado em um beco. Por intermédio dos poderes mágicos de uma fada (Juliana Hernandes), eles adquirem o dom da leitura e, animadíssimos, começam a ler passagens de Cinderella.

Assim, o espetáculo se divide em dois mundos paralelos: em um, há a bicharada torcendo por Cinderella (Paola Rodrigues) e no outro, existe o reino encantado onde se passa a estória. Pantaleão, Clarabela e Gardel decidem, então, interferir na trama e ajudar a menina pobre, ao descobrirem que há no reino um príncipe (Bruno Lopes) solteiro e entediado, e seus fiéis escudeiros o arauto (Edgard Jordão) e o corneteiro bobo da corte (Rogerio Tchusk). O Príncipe é cobiçado por Teolinda (Juliana Santos) e Teobela (Fabiana Vajman), filhas legítimas da madrasta (Noemi Gerbelli) de Cinderella.

P.S. Não, o texto não tem nada de publieditorial, mas deixo o recado de que o espetáculo está sendo apresentado no stand de vendas do condomínio Reserva Ecoville, em Curitiba, num patrocínio da empresa Abyara. Ingressos são obtidos em troca de livros infantis doados ao Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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