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Equipe da UFAM-Br

Equipe da UFAM-Br

Li esta noticía no site Mapingua Nerd e achei incrível a pesquisa o que um grupo de estudantes da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade Estadual do Amazonas estão realizando,  eles desenvolveram uma bactéria geneticamente modificada que possui a capacidade de retirar o mercúrio da água contaminada, e o melhor de tudo, podemos ajudar nesse projeto!

Antes de falar sobre o projeto, vamos falar sobre o mercúrio:

O mercúrio é um metal que em temperatura ambiente fica na forma líquida, na mineração ele é utilizado para agregar os pequenos fragmentos de ouro presente no subsolo e no leito dos rios, formando uma liga metálica, quando aquecido, o metal evapora e o ouro puro chega às mãos do minerador, o problema que trata-se de um metal altamente tóxico para o meio ambiente e para as pessoas.

 A contaminação por mercúrio, causa danos irreversíveis ao sistema nervoso, inclusive o comprometimento de áreas do cerebelo associadas a funções motoras, auditivas e visuais.

De acordo com Julie Lima, uma das alunas que integrante do projeto, estima-se que há cerca de 3000 toneladas de Mercúrio na região amazônica. Com isso, a população ribeirinha é a mais atingida por injúrias causadas por contaminação por Mercúrio, uma vez que os peixes são sua maior fonte de proteínas.

Em 2012 o professor Carlos Gustavo Nunes, atualmente orientador do projeto, participou da competição iGEM (Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas), em Boston – US, como ouvinte. Quando retornou a Manaus, recrutou alguns alunos para montar um time voltado a esta competição.

Em 2013, o grupo ganhou Medalha de Bronze e Prêmio de Melhor Apresentação com um projeto que transformava óleo de gordura residual em eletricidade com bactérias. Na segunda segunda participação, em 2014, foram premiados com a Medalha de Ouro, ficando a frente de universidades como Harvard e de Hong Kong. Mas, infelizmente em 2015, não participaram da competição devido falta de recursos.

A pesquisa do grupo de estudantes é utilizar técnicas biotecnológicas para gerar um produto eficiente na descontaminação de áreas degradadas por este metal, salvando águas, fauna e flora desse elemento tão prejudicial à saúde. Eles desejam construir um protótipo de biorreator que será capaz de retirar o mercúrio de efluentes contaminados e capturá-lo na sua forma menos tóxica para sua reutilização. Para tanto, a equipe está desenvolvendo técnicas para o melhoramento da expressão de genes do operon mer que transformam mercúrio Hg²+ em Hg0, sua forma menos tóxica e volátil.

Para 2016 eles fizeram um crowdfunding para que possam representar a ciência brasileira em Boston.

A inscrição da competição custa $5,000 USD!  Por isso, esse crowndfunding tem como meta mínima os 19 mil para pagar a inscrição, hoje faltando 31 dias para o final da campanha eles juntaram apenas 15% desse valor.

Um dos maiores sonhos deles é conseguir levar a equipe inteira com 15 alunos de graduação das mais diversas áreas para vivenciar esse grande evento mundial de biologia sintética. A meta máxima é juntar R$70.000,00, para cobrir gastos com passagens, hospedagem, alimentação e taxas.

Nesse link você poderá contribuir com esse projeto, para maiores informações Manuas no iGEM.

Vamos ajudar a ciência brasileira!

 

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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