cidadania / sustentabilidade

“São Paulo é quase o reino de Nárnia. Como o país imaginário inventado pelo escritor irlandês C.S. Lewis, é uma cidade repleta de alçapões e passagens que projetam seus habitantes a dimensões impensáveis. Só que, em vez de coberta gelo, nossa cidade é coberta de águas. No lugar da Rainha Branca, nosso líder é um jovem prefeito, Gilberto Kassab, afeito à alta tecnologia, mas desgostoso diante de fenômenos naturais como a chuva. E não temos nem como recorrer ao bondoso leão Aslam.
Na semana passada, saltei subitamente do primeiro ao quinto mundo, do reino da fantasia ao caos. Mas chega de comparações literárias. Serei direto: meu carro foi tragado por um rio de lama.”
Luís Antônio Giron, no blog Nossa Cultura (Época)

A descrição do jornalista, que viveu pessoalmente várias das consequências das chuvas numa cidade sem condição de percolação da água (termo da permeabilidade do solo importante nos dias atuais) por conta do adensamento urbano e da opção por “cimentar” todo terreno livre,  nos faz pensar em realmente escutar as orientações que nos dizem para evitar trafegar em certos locais e, parece louco, sair só em caso de extrema necessidade.

Hoje pela manhã via no Twitter amigos falando em cruzar a cidade para ir ao trabalho em agências de mídia e, sinceramente, me perguntava porque os chefes não liberaram (assim que surgiram as previsões do dia) que boa parte da turma fizesse home office neste dia de caos… vamos combinar que muitas vezes falta justamente isso para a sociedade: um bom senso coletivo, um sentimento de grupo que faz pensar no todo ao invés de só reclamar (sentado no sofá) sobre o todo.

A propósito do tema, agradeço e respondo aos queridos que desde cedo perguntam sobre nós (no Twitter e Facebook). O Alto da Mooca vai bem e estou tomando coragem para encarar o trânsito para o único compromisso que tenho fora do home office hoje (que ainda tenho esperança de transferir de data). O bom senso (ops, climatempo) me diz que o certo seria desmarcar…

E aí na sua região, como está tudo? E que dicas você tem para sobreviver às chuvas de janeiro?

P.S. E #ficaadica para pensarmos coletivamente em soluções e começar a estudar, do mais básico, como esta cartilha com Orientações Básicas para Drenagem Urbana, e passar da reclamação para a sugestão de soluções para nossas selvas de concreto.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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