Conte aí que recheio você quer para seu Ano Novo

Shogatsu

No final de ano o Brasil fica meio embolado com os preparativos de Natal – e eu só percebi isso quando passei a virada num país que não é cristão e, acreditem, não faz do dia 24 nem do 25 de dezembro feriado. Estranhíssimo, mas o Natal no Japão é uma coisa meio “X-Mas” e pouca gente entende bem o X da questão. Por outro lado lá o Ano Novo é “a festa” e tem muitos significados.

Já ouvira falar – e minha família japonesa sempre deu muito valor à data – mas só lá eu comprovei os motivos pelos quais muitos consideram o Shogatsu – Festival do Ano Novo – o mais importante festival anual de todo o Japão, que garante uns dias de férias permitindo a (quase) todos aproveitar o último dia do ano e o primeiro do ano novo.

O início do ano é o reinício da vida pessoal, uma chance de dar um “boot” (às vezes fazer até a “reformatação” do sistema) no cotidiano, rever tudo, permitindo que tanto coisas de casa quanto de negócios sejam “limpos” e coisas velhas (desnecessárias) sejam jogadas fora.

A atitude reflete também a nossa relação com dívidas, obrigações e problemas nos relacionamentos, por isso, para um bom começo de ano, tudo deve ser resolvido, purificando a vida e banindo o mal no melhor estilo shinto e budista, religiões tradicionais da terra de meus acestrais. Embora eu conheça o “X do Natal” e comece a fazer as pazes com tudo ao meu redor no Natal, em homenagem ao nascimento de Jesus, eu confesso que meu lado japinha fica ansioso para deixar as coisas em ordem para começar o ano com o pé direito.

Vamos combinar, a pior parte a encarar nestas resoluções de final de ano é ficar de bem com todos, fazer as pazes e aceitar as diferenças com os que nos são mais próximos. Foi no Japão que eu aprendi um truquezinho para facilitar este pedido de desculpas: um omiaguê. A lembrancinha que você traz para quem considera especial depois de uma viagem, mas que pode ser também as flores da loja da esquina ou o chocolatinho comprado depois do seu almoço no restaurante do lado do trabalho têm um efeito que eu considero iluminador de faces. Quem não fica feliz quando é alvo de um carinho assim?

Eu fico e acho que você concordaria comigo fácil, fácil se eu te surpreendesse com um Lacta Specialité, a marca que me convidou a relembrar minhas superstições de Ano Novo e que em 2010 nos levou a pensar sobre o cotidiano no Um blog e dois recheios, brindando os internautas com posts casados de @santahelena e @ianblack. E no clima dos dois, este post está sendo feito “casado” com o do Gui, meu marido, companheiro, sócio e recheio da minha vida. 🙂 Passe lá no Conversas de Cozinha e veja o que ele escreveu sobre Lacta Specialité e os Sabores do Fim de Ano.

E, seguindo a brincadeira que ele criou, eu também vou dar  Lacta Specialité para alguns leitores. Conte aí que recheio você quer para seu Ano Novo – uma das respostas vai ganhar uma caixinha com chocolates enviados por mim para sua casa para deixar o começo de ano mais doce.

🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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