Cerveja ou vinho?

Sexta-feira já foi o dia nacional da cerveja.
Lembram da música sertaneja nas propagandas de TV? Pois agora teria que ser cantada de outra forma. A cerveja perde (ou cede) lugar a outras bebidas, até mesmo para cervejas diferentes (especiais e caras, que já contam com degustadores e connaisseurs) que competem com vinhos sem deixar nada a desejar. Meu sobrenome do meio, Hoffmann, é minha desculpa para gostar de chope escuro, de preferência o novo cremoso da Brahma, ou o münchen, que é sinônimo de festa na minha cidade natal, Ponta Grossa. Mas eu também gosto de vinhos frisantes (o italiano Lambrusco é um dos favoritos, junto com o nacional Sunny Days da Almaden).
Já sei: vinho branco é coisa de mulher, não é vinho bom, né? Meu marido, de sangue ibérico e adepto dos vinhos tintos encorpados, ainda me fala isto às vezes. Falei do sangue alemão a propósito: nesta semana o Bom Dia Brasil apresentou um especial em que o jornalista Renato Machado apresentava um panorama da produção alemã de vinhos e do preconceito de que o país faz vinhos de segunda linha, brancos e doces. Em Alemanha, trauma e riqueza ele conta que no interior do país velhos mosteiros produzem vinho de acordo com os movimentos da natureza há mais de 500 anos e que atualmente a bebida produzida na Alemanha é apreciada em todo o mundo.
Apesar de “alemãzinha” (risos), consumo tudo com muita moderação, claro, pois sou mãe e tenho que dar meu exemplo. É sobre isto este texto hoje: sobre a bebida como uma forma de troca, de confraternização e uma forma de nos manter até saudáveis. Não sou aficcionada em medicina, mas leio sempre sobre o que me interessa, foi lendo sobre alimentos que ensinei o Enzo a comer bem, usando um livro chamado Alimentos Saudáveis, Alimentos Perigosos, do Reader’s Digest. E tenho descoberto que se usarmos as comidas e bebidas dentro da realidade em que elas foram concebidas e eternizadas conseguimos usufruir delas com muito mais saúde e prazer. Nesta semana revivi um livro com que presenteei o Gui no dia dos pais: História do Mundo em 6 copos – Como seis bebidas mudaram os rumos da humanidade, da Zahar, que fala do vinho, cerveja, destilados, chá, café e coca-cola. É um verdadeiro tratado de antropologia e sociologia (e política) mas com linguagem solta que parece um bom papo de botequim.
Para quem gosta do tema e do enfoque, indico também uma revista História Viva Grandes Temas que recebi nesta semana e que conta dos Sete mil anos do vinho e será lançada oficialmente no dia 27 de junho, às 19h30, na Livraria Fnac-Pinheiros, em São Paulo-SP.

P.S. Já que falei em bebida, o bar do meu primo Márcio Minoru, Aos Democratas, em Curitiba, comemorou 4 anos nesta semana e ainda ganhou o prêmio Colarinho de Ouro (melhor chope da Brahma), promovido pela Ambev, desbancando todos os bares da Região Sul e do interior de São Paulo. Vi no Paraná On line.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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