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Nesta semana que antecede ao Dia das Mães me vi envolvida em várias conversas e lembranças do que tenho feito nestes quase 17 anos como mãe. Engravidei em agosto de 1999, meu filho mais velho nasceu em maio de 2000, e lá se vai um tempo longo em que ser mãe faz parte do meu ser, do modo como me vejo.

Acontece que os filhos crescem e algumas coisas mudam, outras continuam iguaizinhas.
Até hoje vou no quarto dos nerds e digo: dez pras nove (21h), horário limite para desligar as coisas e ficar pronto pra dormir (isso quer dizer tomar banho, colocar pijama, escovar os dentes).

Claro que hoje eu tenho que deixar voltarem para ver uma série ou animê antes de pegarem no sono e os amigos estarão no maior papo nas redes sociais, mas ainda temos um horário limite para reduzir o ritmo.

Na idade dos meus (13 é praticamente 16) é raro, mas eles gostam desse cuidado e atenção.


Meu filho do meio ainda quer deitar para ver alguma série comigo no meu quarto antes de dormir. Se aconchega (daquele tamanho!) e fica curtindo estar junto. 

Uma amiga me disse que a filha de sete anos está enorme e que ela sente porque não cabe mais no colo.

Da minha experiência (meu primogênito está enorme mesmo, o irmão segue o mesmo caminho) reuni alguma sabedoria prática

A gente precisa é continuar dando a mão, abraçando e brigando toda hora, oferecendo o braço para se aconchegarem na cama, o colo para deitarem a cabeça no sofá. Só isso já garante tudo.

Também me dizem:

– Crescem, mas no coração de mãe continuam nossos bebês.

Disso eu discordo. 

Não são meus bebês e essa é uma das melhores coisas de ter filhos crescidos.

As conversas que tenho com os adolescentes daqui de casa são geniais. Os olhares de cumplicidade que trocamos. Os sonhos que compartilhamos. Isso é novo e maravilhoso. E não tem nada mais dos meus bebês. Meus filhos são meus grandes amigos. Eu anseio por contar para eles das minhas ideias, alegrias e até tristezas. 

Quando meus filhos eram pequenos muita gente me assombrava com histórias terríveis de distanciamento, falhas de conduta, comportamentos viciantes, agressividade, preguiça, mas o que vivo com meus adolescentes é diferente. 

Eles mudaram em muitas coisas, mas continuam os mesmos meninos ótimos e lindos. São pessoas ótimas de conviver!

Por isso, neste 16° Dia das Mães, só tenho motivos para me sentir feliz.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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