bem estar / otorrinolaringologia

Desde que os fones de ouvido surgiram, as avós diziam pra gente: vai ficar surdo, meu filho!

Olha, elas tinham um pouco de razão… um estudo da Universidade Harvard afirma que 2 em cada 10 jovens americanos têm algum tipo de dano auditivo, um nível 30% superior ao registrado nos anos 1990. Os pesquisadores não sabem exatamente o porquê, mas apontam o uso frequente de fones de ouvido como possível causa do problema.

Uma das causas dos zumbidos nos ouvidos, que antecedem a surdez, é mesmo o mau uso do fone de ouvido, por muito tempo e em volumes altos.

Mas outros motivos devem ser observados e evitados.

(Foto de StockSnap no Pixabay)

(Foto de StockSnap no Pixabay)

O excesso de contato com celular em ligações prolongadas (por exemplo, uma hora de duração), é prejudicial. E, por incrível que pareça, por outro motivo que as avós alegavam e a gente achava besteira: a radiação. Sério, gente, radiação do celular não é lenda urbana! Especialistas recomendam usar o recurso do viva voz ou usar os fones de ouvido, desde que em som moderado.

Agora o surpreendente mesmo é o fato de problemas alimentares,como longos períodos de jejum, falta de café da manhã e excesso de doces e café, serem causas do zumbido nos ouvidos!

O zumbido afeta 40 milhões de brasileiros.

Neste mês, o Novembro Laranja traz a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, promovida pelo Instituto Ganz Sanchez, primeiro centro latino-americano de tratamento a pesquisar sobre o problema.

A professora associada da Faculdade de Medicina (FM) da USP, Tanit Ganz Sanchez, explica que o zumbido é um sintoma de futuras perdas de audição e tem, em grande parte, causas associadas a hábitos da vida moderna.

Veja o que a professora nos conta:

Qual a medida adequada?

O limite de segurança num local de trabalho para adultos, estabelecido pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional em 1998, é de 85 decibéis por no máximo oito horas. E nos fones de ouvido? Quando colocados no volume máximo, os dispositivos portáteis modernos podem produzir níveis de som de 97 a 107 decibéis (dados de um estudo de 2011).

Os audiologistas dão algumas dicas para o uso seguro dos fones:

  • mantenha o volume a 60% da potência
  • faça pausas a cada hora para permitir que as células ciliadas do ouvido interno descansem
  • o som está bom se você conseguir ouvir uma pessoa que está a um braço de distância em retirar os fones

https://www.youtube.com/watch?v=OYZS47NkPHs

Tem mais sobre os fones, eca!

Eles podem estar contaminados com até 10.000 fungos e bactérias causadores de micoses e infecções, como otites e sinusites.

A conclusão é de uma pesquisa da faculdade de biomedicina Devry Metrocamp, em Campinas, SP. Ok, o universo da pesquisa é restrito, mas serve de alerta! Realizada com apenas quarenta fones, trinta do modelo que se encaixa na orelha e dez headfones, que têm contato com a parte externa da orelha, de jovens e adultos que tinham o hábito de compartilhar os aparelhos e não higienizá-los, os dados demostraram:

  • em 87% dos objetos foi encontrada uma alta contaminação que incluía a bactéria Staphylococcus aureus, que pode levar a infecções de pele e também das vias aéreas superiores, como as otites, e ao desenvolvimento de meningites
  • entre os fungos detectados pelo estudo, que analisou os aparelhos por três meses, os do grupo Candida ssp são os mais preocupantes, de acordo com os pesquisadores, que foram surpreendidos pela alta quantidade de microrganismos presentes nos objetos, fungos difíceis de tratar e podem afetar alguns órgãos do ouvido, provocando doenças em pessoas com imunidade baixa
(Foto de David Schwarzenberg no Pixabay)

(Foto de David Schwarzenberg no Pixabay)

Como evitar as contaminações?

Os pesquisadores indicam a limpeza dos objetos com o álcool isopropílico, indicado para eletrônicos. A higienização deve ser feita com um cotonete ou algodão embebido com o produto e passado nas partes do aparelho que ficam em contato com a orelha e nos fios, todos os dias, antes e após o uso. Álcool comum ou água e sabão não são indicados, pois prejudicam os fones. No caso dos headfones, se a película de proteção do aparelho for rompida, o ideal é trocá-lo, para que não haja a contaminação.

Os médicos também não recomendam o compartilhamento dos fones, hábito que pode favorecer infecções, pois os fungos e bactérias podem passar de uma pessoa para outra.

Se houver dor de ouvido, incômodo ou sensação de diminuição de audição, o melhor é procurar um otorrino para que sejam feitos exames e o diagnóstico. O tratamento pode incluir o uso de antifúngicos, antibactericidas, anti-inflamatórios e analgésicos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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