relacionamentos

“Namorar é um gesto de admiração, de cuidado, uma forma de nutrir, um sonho, um desejo de conquista. Namorar é permanecer encantado.
Namorar é permitir nutrir a própria alma, manter o encantamento do início ao lado de quem nos inspira, que faz o coração bater a cada encontro, o sorriso aflorar, que traz o frio na barriga a cada olhar, a cada beijo.

Sidnei Oliveira 

Hoje pela manhã, logo depois do post sobre as viagens (uma imagem que vale por muitas teses), vi indicação para um texto que dizia: Casais, namorem!

Como o autor do texto, eu também me pego observando cenas entre os casais em locais públicos (ele cita supermercados, mas vejo o mesmo em shoppings e até em parques): frequentemente parecem duas pessoas estranhas, cada um olhando para um lado, pegando coisas, abstraídos em si mesmos, caminhando separados e conversando apenas sobre coisas práticas. Nada de “meu amor”, “obrigado”, “por favor”, cenas em que um abre ou segura a porta para o outro passar, o que me faz pensar que, na vida privada, uma “carência” de gentileza se repita, poucos esperando o outro para começar a comer, trazendo um refresco para quem lê ou vê TV na sala, a delicadeza de lembrar de deixar a toalha de banho para quem usará o banheiro depois, a cortesia que parece apenas preceder os momentos de troca afetiva e que faz o todo da boa relação.

Antigamente, nos romances do século XIX, se dizia “fazer a corte”, lembram-se? Pois este cortejar é algo que falta nos relacionamentos atuais. Não basta ser carinhoso no sentido de “pegador” ou “caliente”, é importante saber ser amoroso. Sentar juntinho no sofá mesmo quando a família está reunida, tratar com palavras gentis a pessoa que mora com você, manter vivo o namorado que começou esta relação. Especialmente depois que temos os filhos parece que esta vivência amorosa com o parceiro se torna uma questão secundária (ou deixada para milionésimo lugar, lá na fila das coisas que queríamos fazer, mas não são urgentes), quando na verdade ela é prioritária porque deu início e deve dar sustentação à família.

casais namorem - foto: reprodução de site
“Casais, aprendam compartilhar a vida diária, dividir com o companheiro angústias, problemas no trabalho, dificuldades financeiras. Dividam sonhos e sentimentos, programem, por exemplo, a compra da casa própria, hora ideal para a chegada dos filhos, um passeio para o final de ano. Aprendam a estar juntos, literal e metaforicamente!”

O parágrafo acima, do texto que citei no início deste post, mostra exatamente o mar de preocupações e questões práticas que tiram o romantismo da vida dos casais que conheço. Já passei por isso e aprendi algumas coisas que compartilho com vocês:

  • não façam das refeições em família momento para discutir contas a pagar, notas de escola a recuperar, infelicidades profissionais. Isso nos leva facilmente a misturar as coisas e deixa um sabor amargo de insucesso e infelicidade nos encontros familiares. Guarde para depois, minha experiência pessoal mostra que tratar disso em 5 minutos depois do café ou 5 minutos antes de jantar, por exemplo, é mais produtivo e saudável.
  • escolha os tipos de assuntos ou tópicos que você e seu parceiro querem tratar na frente das crianças (ou da empregada) e crie uma regra para não exporem mais do que gostariam da sua intimidade ou privacidade (mesmo financeira) para quem não tem condições de opinar ou decidir. E nunca leve estas questões para o quarto do casal: saia para caminhar, aproveite o trânsito até o trabalho ou saia para um café, mas não misture “business with pleasure” (negócios e prazer).
  • recuperem as mãos dadas na rua, o beijinho de tchau e de oi, o sentar perto no sofá. Mesmo que no começo pareça estranho, combine com seu parceiro (é melhor combinar, senão pode acontecer de você desanimar se as iniciativas forem só suas) e reinventem este “toque” afetivo em momentos do dia juntos. Garanto que, se a relação de vocês tiver jeito, isso vai ajudar a voltar ao tempo de namoro.

P.S. Obrigada @lu_tiba por compartilhar o link. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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