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Você pode não saber nem notar, mas quando geolocaliza alguma atividade nas suas redes sociais está colaborando com um mapeamento comunitário e criando mapas de cartografia social.

Agências de publicidade usam esses dados para comprovar que uma campanha ou um produto foi bem sucedido, shows agradaram aos fãs, um local é usado para a finalidade que foi planejado ou pode-se surgiu uma visão ou uso inovador daquele espaço.

mapsforadvocacytacticaltech-1-1Mas há também um uso social disso. Em 2010, Eli Moore e Catalina Garzón, já falavam disso em Maps for Advocacy: An Introduction to Geographical Mapping Techniques.

Nos últimos anos, a cartografia tem se tornado estratégia-chave para analisar e comunicar questões de saúde pública, planejamento urbano, justiça ambiental e direitos humanos.

Como isso se dá?

Ao realizar o mapeamento de suas próprias comunidades, e refletir sobre as informações organizadas visualmente nos mapas criados, a cidadania se capacita para formular as próprias soluções, e também para argumentar e defender sua visão sobre as questões.

Demorou um pouco, mas esta área de estudos chegou aqui ao nosso mundo acadêmico de um jeito democrático. Em setembro a USP realiza um curso introdutório de cartografia social e mapeamento comunitário que pretende instrumentalizar estudantes da universidade e demais interessados com ferramentas para criação de mapas dos territórios onde habitam.

O curso irá ensinar o funcionamento do software QGIS de forma prática e com enfoque social, realizando mapeamentos com uso de dados públicos e gratuitos, como os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Geosampa, que serão observado “através da ótica da desigualdade”.

Criado pela Open Source Geospatial Foundation (OSGeo), este software de código aberto (gratuito) está disponível desde 2009 e é compatível com Linux, Unix, Mac OSX, Windows and Android.

Conheça a Comunidade QGIS Brasil e o Curso de Introdução ao QGIS.

O público alvo são pessoas que tenham interesse em aprender cartografia e se interessem por questões sociais e queiram, por exemplo, mapear os movimentos culturais na sua região, criar um mapa denunciando a ausência dos serviços básicos no seu bairro, comparar o nível de escolaridade do bairro onde estuda e onde trabalha etc.

A ideia é fomentar a criação de um mapa de sua região para analisar fatores sociais como rede de saúde, escolas, meios de transporte, raça, renda, escolaridade, gênero e equipamentos públicos. Após o mapeamento, poderão comparar estes dados entre regiões da cidade, escolhendo recortes como “comparar a rede de saúde nas periferias e na região nobre da cidade, analisar onde estão as ciclovias, a relação entre renda e escolaridade”.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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