entretenimento

Na minha infância tinha uma tradição: minha mãe, que escreve muito bem e tem aquela elegância natural, sempre mandou imprimir na gráfica, com pompa e circunstância, os cartões de Natal da família. Saiam com todos os nossos nomes (até das crianças) na assinatura e iam para os familiares e os clientes do escritório dela e os mais importantes da agência bancária na qual meu pai era gerente.

Lindos, lindos, lindos. E chiques. Minha mãe me ensinou a usar lacre (sim aquele que a gente derrete e depois, como nos filmes, marca com um símbolo pessoal) e a usar caligrafia linda para endereçar um a um.

Mas aí, um dia, no Natal dos meus 10 anos, recebi do meu padrinho um cartão diferente: feito a mão, de cartolina e com um desenho bem infantil colado na frente. A indústria dele (este padrinho – porque tive dois casais de padrinhos – foi sempre ligado à FIEP e tals) estava apoiando naquele ano uma ação social que envolvia crianças carentes e optara por comprar cartões artesanais. Daí ele lembrar de mim e enviar para meu pai me dar.

Papel de de todo tipo para inventar no Natal

Para ser sincera, mudou meu conceito de como felicitar as pessoas nesta época do ano. Comecei a fazer cartões e enfeites caseiros aos poucos, primeiro eu (fiz aulas de artesanato por dois anos em Pato Branco, cidade onde morava na época e que tinha muitas “omas” alemãs prendadas dando aulas) e depois estimulando meus irmãos menores a fazer. Primos fizeram e hoje já faço com meus filhotes.

Os cartões, estes foram ficando perdidos no tempo porque com internet, quem os manda né? Mas os efeites ainda são nosso assunto quando chega novembro!

Eis que nesta semana me deparei com um post da Fernanda, do Mãe  e muito mais, contando dos cartões de Natal com fotos das artes de Duarte e Letícia que eu tomo a liberdade postar aqui.

Além das imagens, Fernanda postava as dicas para repetirmos seu feito. E por falar em “receita”, tenho visto o especial de Natal de alguns blogs como A casa que a minha vó queria, Educa JáComo faz e as receitas me deixam com vontade de refazer todos os enfeites daqui de casa. para começar uma árvore de fotos naquela parede que há um ano pintamos de azul profundo para ficar de lousa (de giz) para as crianças. Como os familiares estão longe, que tal trazer todo mundo para cá num arranjo? Vi uma ideia de molduras para fotos (e por que não, desenhos?, resolvendo a questão de onde expor as artes dos meninos) na revista Minha Casa que dá para fazer com papelão reciclado, cola, enfeitinhos (gliter, purpurina, botões e tudo que criança gosta) e são aplicados na parede com fita dupla face. Estou animada para criar.

Parede enfeitada com porta retratos de papelão (reprodução da revista Minha Casa)

Pena que neste final de semana eu viajo, mas na volta, as noites já têm compromisso aqui: artesanato natalino!

The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas