a vida quer

Alguns filmes nos marcam para sempre. Estou percebendo que os da parceria Disney Pixar fazem parte deste seleto grupo. Ao ver no cinema as chamadas para Carros, o novo filme da Pixar, tanto eu quanto meus filhos Enzo e Giorgio ficamos empolgadíssimos. Nem importava o tema, pois sabíamos que seria um filme lindo.

Bem, já foi engraçado antes da sessão começar. Fomos à matinê de sábado, onze horas da manhã, e surpresa: a platéia estava lotada de pais e mães, animados, de várias faixas etárias. Inclusive, pasmem, muitos adolescentes na companhia do pai e da mãe, coisa que eu nem sabia que acontecia. E muitas criancinhas pequenas naquele linguajar típico:

“Mamãe, o brum brum, calo”…

Ao que o Giorgio, atualmente na fase de “palmatória do mundo”, respondia:

“Não é calo, é carro”

Enfim, ele desistiu e aceitou ficar quieto no cinema, afinal, já tinha três anos e meio! Giorgio não se encantou muito com o filme no começo, mais interessante para o Enzo, que aos seis anos gosta de competições (o filme começa numa corrida), mas ambos se renderam aos moradores da bucólica Radiator Springs. Na nossa família, fora o Relâmpago, as crianças se encantaram com o caipira Mate (“Tow” – alusão ao fato de ele ser um guincho – “Mate”, companheiro, colega) e o caricato Luigi, dono da loja de pneus Ferrari. Tenho grande curiosidade por saber se as meninas que viram o filme se identificaram com as femininas Flo (dona do posto) e Sally (Porsche azul, namorada do Relâmpago).

Como aqui em casa tudo que é de menina “é da mamãe”, eu ganhei as duas quando lanchamos após o filme –nem preciso contar em que lanchonete havia réplicas perfeitas dos personagens como brindes dos lanches.

Super divulgação: Apesar das muitas matérias que jornais e revistas publicaram contando a história do filme e as declarações de John Lasseter (diretor) sobre o fato de Relâmpago McQueen ser inspirado em sua própria vida pregressa como workahoolic e pouco atento à convivência familiar, eu não esperava tanto de Carros. Quer dizer, entrei lá certa de que seria tão bom quanto Toy Story, Monstros S.A., Vida de Inseto, Procurando Nemo, os outros sucessos da parceria Disney Pixar. E saí certa que é um “filme com F maiúsculo”, não um filme infantil, mas uma linda história na qual todos podemos nos espelhar e da qual tiramos muitos conceitos e conselhos. Tanto que a gente esquece das falhas do filme e da impossibilidade de existir um mundo só de carros. É o filme mais fora da realidade da Pixar, ao mesmo tempo em que é o mais real de todos, por nos colocar diante de conflitos pelos quais passamos.

Qual é a história: Relâmpago McQueen é um carro de corridas ambicioso, que já em sua primeira temporada na Copa Pistão torna-se um astro. Ele sonha em se tornar o primeiro estreante a vencer o campeonato, o que possibilitaria que assinasse um patrocínio com a cobiçada Dinoco. A fama faz com que Relâmpago acredite que não precisa da ajuda de ninguém, sendo uma “equipe de um carro só”. Mas ele se perde quando é levado para a corrida que decidirá o título, o que o faz conhecer uma cidade do interior totalmente diferente do seu estilo de vida. Radiator Springs tem pouquíssimo movimento e a cidade jamais ouviu falar de Relâmpago ou até mesmo da Copa Pistão. Porém, por ter destruído a principal rua da cidade, Relâmpago é condenado a reasfaltá-la. Obrigado a permanecer na cidade contra a sua vontade, aos poucos ele conhece os habitantes locais e começa a se afeiçoar por eles, mudando seus próprios conceitos e valores.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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