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Sexta-feira passada, a atriz Carrie Fisher sofreu um grave ataque cardíaco de 15 minutos antes do avião pousar no aeroporto internacional de Los Angeles, ela estava voltando de Londres de uma turnê da divulgação do seu livro, autobiográfico, Memórias da Princesa, em que relembra o período das filmagens do primeiro filme da saga A Guerra das Estrelas.

A atriz recebeu os primeiros socorros ainda no vôo e depois transportada de emergência o hospital, mas infelizmente hoje ela nos deixou.

De fato, 2016 está sendo um ano muito difícil para as artes e espetáculos! Ainda estamos tentando entender o desaparecimento do cantor George Michael, (bom na verdade ainda estou de luto pelo Bowie…).

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Carrie Fisher com a mãe, Debbie Reynolds.

Carrie vem de uma família que faz parte do show business de Hollywood, filha da lendária atriz Debbie Reynolds e do cantor Eddie Fisher. Sua estreia no cinema foi com a comédia Shampoo (1975),  e em 1977 aos 19 anos, Carrie estrelou o filme e que a eternizaria no mundo do cinema, ela interpretou a Princesa Leia Organa, em A Guerra das Estrelas.

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No papel em que a projetou a fama mundial, ela subverteu todo o conceito de princesa, ela não ficou enclausurada na parte mais alta de um castelo aguardando o seu príncipe encantado, a Princesa Leia foi fundamental para a derrota do Império Galático na Guerra Civil Galáctica e liderou a luta contra a Primeira Ordem, além de ajudar na formação da Nova República.

Ela retomou o papel ano passado  no Episódio VII de A Guerra das Estrelas, O Despertar da Força, realizado por J.J. Abrams, ela já teria rodado também o Episódio VIII da saga (ainda sem título conhecido, que se encontra em pós-produção), o filme tem estreia prevista para dezembro de 2017.

Heroína além das telas

No entanto, a carreira de Carrie foi prejudicada por sofrer de doença bipolar e abuso de substâncias psicotrópicas, ela nunca teve problemas em falar abertamente sobre isso, coisa incomum no mundo de Hollywood e também na vida real.

“Eu tenho um desequilíbrio químico que, em caso muito extremo, vai me levar ao hospital”, contou a jornalista Diane Swayer. “Eu costumava achar que era apenas viciada em drogas, somente isso. Apenas alguém que poderia parar de usar drogas se quisesse. E eu era assim. Mas acontece que eu sou maníaca-depressiva.” “Você precisa procurar ajuda. Não é uma doença fácil e ela não vai embora”, ela disse em entrevista a revista People. Na verdade, com a ajuda profissional e medicamentos controlados, é possível viver uma vida praticamente normal.

“Eu ainda estou esperando por você…”

Uma das terapias que ela usava além dos remédios era o seu cachorro o Gary, um Buldogue Francês. Ela o adotou 4 anos atrás como um cão de serviço para ajudá-la a lidar com seu transtorno bipolar. Ele estava ao lado dela no avião, quando ela teve o infarto.

A conexão entre ela e o cachorrinho era especial, ela até criou uma conta com o nome dele nas redes sociais, hoje foi twitado   na conta dele essa mensagem, de cortar o coração:

Além do Gary, todos nós vamos sentir a sua falta, por seu papel icônico e ainda mais pela coragem de encarar a vida!

Carrie, que a força esteja com você!

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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