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Migrópolis é uma animação no estilo documentário que trata da imigração sob o ponto de vista das crianças e que surpreendeu pais que não sabiam o que eles pensavam sobre as vivências às quais foram expostas. Dedicado à animação há 24 anos, o colombiano Carlos Smith, atualmente é coordenador do mestrado em animação da Universitat Pompeu Fabra em Barcelona.

Smith diz que o formato, baseado no modo como as crianças se entendem e como contam de suas vidas, é replicável. Pensado há cinco anos, tem três temporadas e continua muito atual pela temática dos imigrantes e refugiados para crianças de 5 a 9 anos.


Cuentos de Viejos / Old Folks Tales, é uma animação que conta lembranças de pessoas idosas sobre suas experiências de mudanças vividas na infância por conta da guerra. Composto de série de TV de cinco minutos cada episódio, um site colaborativo, projetos escolares e um app, buscou públicos diferentes para cada um dos canais.

O coração do projeto é recuperar a história das pessoas, a aventura da separação e de encontros, um espaço para contar de vitórias. Em 2017, há mais de seiscentas histórias, quarenta mil usuários e centenas de milhares de contadores de histórias. E reunir os netos com os avós é uma das técnicas para descobrir as histórias.

Cada animação de Cuentos de Viejos tem uma interpretação livre, uma anti-série, em que música e padrão estético obedecem mais à história em si do que ao modelo do projeto.

Las niñas de la guerra nasceu de um conto e de um projeto que pretendia ajudar as crianças que já tinham sido combatentes em seus países. A ideia era inserir as crianças na sociedade, dar condições de ter um trabalho e terminar a escola, entre outras coisas.

Um dos projetos foi artístico, buscando ensinar como contar histórias por meio do audiovisual, do teatro, da escrita. Mas por segurança, as crianças não podiam mostrar seus rostos e a animação funcionou como um elemento perfeito para mostrar a histórias.

Smith conta que neste caso, como em Persépolis, a a animação ajuda a criar empatia e facilita para “calçar os sapatos do outro” porque tira a história humana do exótico e distante.

A série produzida por Hierroanimación e feita no Laboratorio de Imagen Móvil de la Universidad de Caldas (UC), concorreu e ganhou vários prêmios.

Saiba mais dos palestrantes do Fórum Pensar A Infância#pensarainfancia  aqui:

Fórum Pensar A Infância no 15° FICI

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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