Cansaço, desânimo, unhas fracas, pele seca: pode ser hipotiroidismo #mulhersemfalta

“Cansaço. Desânimo. Unhas fracas. Pele seca. Queda de cabelos. Todos estes sintomas, também comuns a outras doenças ou situações do dia-a-dia, podem, às vezes, indicar problemas na tireoide, glândula localizada no pescoço, logo abaixo da saliência conhecida como pomo de adão.”

Há alguns dias estive num encontro interessante sobre saúde da mulher que mesclava coletiva de imprensa e seminário. Na ocasião eu e outros jornalistas de todo Brasil pudemos ouvir, a convite da Sanofi Aventis, especialistas em hipotiroidismo: Dra Laura Ward, professora da Unicamp e vice-presidente do departamento de tireoide da SBEM e a Dra. Gisah Amaral de Carvalho, professora da UFPR e vice-chefe do serviço de endocrinologia e metabiologia do  HC da UFPR.

O que eu ouvi me impactou e me fez desejar compartilhar tudo – enchi a timeline com tuites sobre o tema (que reuni na página do blog no Facebook) e pude trocar ideias com muitas seguidoras que conhecem de perto uma das disfunções mais comuns da tireoide, o hipotireoidismo (que ocorre quando essa glândula fabrica os hormônios em quantidade insuficiente e acaba deixando as funções do corpo mais lentas). Não há grandes riscos para a saúde, mas o hipotiroidismo precisa ser diagnosticado o mais rapidamente possível porque, sem tratamento adequado, as doenças da tireoide podem afetar o coração, os ossos, alterar as gorduras no sangue, além de outros problemas para sua saúde.

E aposto que, como eu, você já lembrou de algumas amigas que convivem com esta disfunção. Segundo um estudo realizado no Brasil pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (publicado em 2007 na revista Clinical Endocrinology) 12,3% das mulheres brasileiras acima de 35 anos apresentam hipotireoidismo. E dentro desta realidade é que se criou a Campanha #mulhersemfalta, que nos convidou para o seminário e pretende alertar as famílias sobre os sintomas do hipotireoidismo, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.

Muitas pacientes participaram pelo Twitter, confirmando o que eu ouvia das médicas presentes. Uma delas foi @engracadinha, que lembrou que “a sutileza dos sintomas do #hipotireoidismo são fácilmente confundidos com preguiça. Poucos médicos pedem o exame sangue T4.” O T4, ou teste de tiroxina, é parte de uma avaliação da função tireoidiana. Se você tem algum dos sintomas citados ao longo deste post, deve conversar com seu clínico geral sobre a possibilidade de fazer o exame para descartar a possibilidade de uma disfunção da tireoide. Por isso, mantenha seus exames em dia. A partir dos 35 anos, é recomendável fazer uma avaliação da tireoide a cada 5 anos.

“O hipotireoidismo pode ser combatido apenas com a reposição dos hormônios que a glândula tireoide não produz adequadamente. A reposição deve ser feita de maneira individualizada, nos níveis adequados a cada paciente.”

E o que leva ao hipotiroidismo?

Doenças genéticas, medicamentos e falta de “matéria prima” (iodo) na alimentação são algumas das causas.

Quais os sintomas?

Os sintomas do hipotiroidismo são pouco definidos, sonolência, frio, depressão, desânimo, pensamentos e reflexos lentificados. São frequentes também sinais de intestino preso, bradicardia, diminuição de rendimento físico, fadiga, perda de peso repentina, assim como queda de cabelos, pele seca, aumento do frio, pele rugosa, ganho de peso.

Acomete só mulheres?

Dados internacionais mostram que a doença tireoidiana é 3 vezes mais frequente em mulheres do que em homens.
E para você que deseja se aprofundar mais, sugiro visitar o hotsite – www.mulhersemfalta.com.br – onde há informações sobre hipotireoidismo, fatores de risco, causas, alerta sobre exames e autoexame e esclarecimento de dúvidas com especialistas no assunto. Para os mais geeks, a campanha também está no Twitter (@portaldasaude), Facebook e Orkut.

[Agradecimentos a @missma @donalilian @jecasouza @marciaceschini @mosaicosocial @consuzurlonepo @engracadinha @simonestf @bygabis que me acompanharam e trocaram ideias nos tuites que fiz pelo @samegui e @maecomfilhos]

P.S. Um dos temas do encontro foi o câncer de tireoide, tema sobre qual não me sinto apta a falar. Mas sei repetir que “quando o médico suspeita da presença de nódulos, ele pode sugerir a realização de exames complementares, como ultrassonografia, cintilografia ou mesmo uma biópsia” e que, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) a presença de um nódulo na tireoide, na maioria das vezes, não significa câncer. E mesmo nos casos registrados, o prognóstico costuma ser bastante positivo, principalmente se detectado precocemente. Caso tenham interesse no tema, vale contatar a professora Laura Ward, especialista na área.

[update] Este post teve um trackback muito legal da Lily, no blog Realizando Sonhos. Obrigada por escrever e por compartilhar sua história! [/update]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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