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Minha coluna na #DisneyBabble desta semana falava sobre Halloween e Dia do Saci.

Já tive um fase de me afinizar um pouco com quem critica este “estrangeirismo”, uma corrente de pensadores que acha que importar tradições é desnecessário e que se for para brincar, que seja de Dia do Saci. Mas eu notei que as crianças não querem só os doces e as fantasias, querem brincar, se reunir, fazer parte. E querem também exorcizar seus medos, coisa que brincar de bruxa permite e ajuda.

Embora em muitos pontos eu seja politicamente correta, no sentido de defender coisas boas e a justiça social, num comportamento que não consigo evitar, atualmente esta época do ano me faz pensar se estou deixando o politicamente correto tornar o mundo muito chato e me repreendo quando ajudo nisso!

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Atualmente estou lendo o divertido “Livro dos vilões” que reconta clássicos dos contos de fadas em versão moderna. Estou tão apaixonada pela leitura – e olha que foi presente de aniversário que meu filho #aos12 ganhou – que o livro foi meu companheiro numa viagem a trabalho nesta semana.

Há anos eu não levava um livro de papel comigo numa viagem, acabo levando o iPad e lendo o que tiver nele. Desta vez, estava tão envolvida com as #stepsisters loucas por sapatos de marca e por #selfies megacomentadas e curtidas no Instagram que tive que levá-las e à sua irmãzinha inocente e CDF comigo.

Na ida, descobri a história da madrasta supermodel Malvina e de sua enteada nem-nem Bianca das Neves, da sua paixão por física e sua necessidade de converter reconhecimento social em amor.

E como eu esperava, o Gran Finale veio no cinto do querido Fabio Yabu. Conhecendo-o pessoalmente há muitos anos – não posso dizer que somos amigos, mas tenho uma percepção da sua personalidade pública de vários eventos e debate juntos desde que ele era da blogosfera – me pergunto como cabe tanta ideia supimpa numa pessoa só. Fábio agora é pai de Luna e imagino as conversas que rolam entre ele, Gica e a pequena mesticinha.

Seu lobinho é o único personagem dos contos que não reconta a história original. Trata-se de uma história que acontece depois do conto clássico no qual a vovó é salva do vilão. O que teria acontecido depois que ele saiu da casa da vovozinha com o estômago cheio de pedras? Já pensaram nisso?

Pois este conto e os outros nos dão a percepção do ponto de vista do cara mau, fazendo um pouco do que os novos episódios de Star Wars deram ao Anakin Skywalker e Malévola deu às bruxas más.

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Como no filmes Encantada ou na série Once Upon A Time e no saudoso Dexter, a gente percebe que não precisa roupa de bruxa ou magia para torcer pela mocinha, repudiar os vilões e sonhar com o final feliz.

Tudo isso está naturalmente dentro da gente. E criança é gente, portanto, independente do nome do “vilão”, vai se posicionar na luta do bem contra o mal e esta experiência vai povoar seu imaginário e suas brincadeiras.

P.S. Você não se enganou: a bruxa da foto lá em cima é Meryl Streep no filme Caminhos da Floresta. Ela está no próximo lançamento da Disney, que estréia no começo de janeiro e traz uma vilã está decidida a dar uma lição em vários personagens famosos dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Rapunzel. Cabe a um padeiro e sua esposa a tarefa de enfrentá-la, de forma a colocar as histórias e seus personagens em ordem. Claro que estou ansiosa para ver!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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