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Suco de laranja e iogurte com frutas vermelhas – quem disse que não dá para ser saudável mesmo na Praça de Alimentação do shopping? São escolhas, uma por dia, em cada pequeno gesto!

(Eu sei, copo de plástico em fast food não é o ideal, mas não comer fritura nem refrigerante já é um começo naqueles dias em que não dá tempo de nada?)

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Acho que todo mundo gostaria de soluções assim, que não dão trabalho, mas só quando se habituam às mudanças é que entendem que na verdade nem custa tanto… são coisas das quais já falamos tanto, trocar as sacolas plásticas por ecobags, escolher produtos de limpeza menos agressivos e de marcas comprometidas com a sustentabilidade e até aproveitar as compras para brincar e ensinar as crianças (como eu e Aline Kelly fizemos no mercado), aprender a escolher pelo rótulo, preferindo alimentos mais saudáveis e até aceitando as dicas virtuais do pincode do @cadagestoconta (que já recebi algumas vezes durante as compras).

Uma coisa puxa a outra e destas viagens mentais surgiu o texto abaixo, que foi publicado originalmente no Blog Renovável e agora está em definitivo aqui.

Como não ficar curiosa com isso: “O Guia Preguiçoso da Sustentabilidade“… O título me chamou atenção, nem tanto pelo lado preguiçoso, afinal, sou hiperativa, mas pela facilidade que me parece ser um atrativo para adotarmos posturas mais colaborativas no dia a dia.

Então, lá fui eu pesquisar as tais dicas para uma vida mais verde e ao mesmo tempo mais fácil:

  • Troque as sacolas por ecobags sim, mas verifique a procedência. É importante ser sustentável, mas só se o produto usar menos matéria-prima, processos industriais e energia. Se a ecobag não obedecer a estes critérios, que tal levar as compras numa caixa de papelão? Ela pode ser reaproveitada em casa por um tempo antes de virar lixo!
  • Tente evitar os descartáveis. No começo, parece impossível, mas com o tempo a gente descobre que dá para viver sem jogar tudo fora depois de usar e que incluir objetos mais “perenes” na rotina nem exige muita mudança – mas reduz (muito!) a quantidade de lixo. Da caneca no trabalho à garrafa retornável de bebida, tem muita coisa que podemos trocar sem deixar de consumir o que gostamos.
  • Reduza, aos poucos, o consumo. De água, de luz, de transporte, em cada pequena coisa dá para diminuir uma parcela do que a gente deixa de pegada por aí. Dá para ver o mesmo programa de TV do filho, reviver o tempo em que as famílias se reuniam na sala para compartilhar o tempo juntos depois do trabalho e escola. Uma TV a menos já é um começo de economia de luz, não?  E, garanto, em poucos dias você verá que começa a rolar um cafuné e ou uma massagem nos pés enquanto passa o programa, aproximando quem se ama.
  • Pense globalmente, compre localmente. Este lema, muito em voga no começo da década, nos lembrava que também tem valor comprar os produtos locais (as frutas da estação, o artefato da loja do bairro) do que procurar a sustentabilidade no que se importa e viaja milhas e milhas de avião ou navio para chegar até a nossa mesa.

E vale lembrar, acima de tudo, que a mudança pode ser feita num dia, no outro dia, como trocar o elevador pela escada, até que um dia nos parece fácil fazer esta troca em definitivo.  Aqui em casa faz diferença não ter elevador no prédio (são três andares) e morar a 50 metros do comércio. Escolhas grandes e pequenas ao mesmo tempo, mas que ajudam no todo da sociedade! E estes pequenos atos, que podem causar estranhamento no começo, viram hábito com muita facilidade.

O vídeo abaixo não é novo, mas mostra bem como este estranhamento passa sem a gente perceber.

“Veja o que um grupo de engenheiros realizou para motivar as pessoas a subirem de escada. No começo ninguém pegava a escada, cerca de 97% da população pegava a escada rolante. Uma simples idéia pode mudar uma vida, motivando as pessoas a fazer exercícios sem mesmo notar.”

P.S. E  Simone deixou uma nova dica nesta semana no post Sustentabilidade na ponta dos dedos e o aplicativo para o iPhone baseado no Manual da Etiqueta Sustentável. Recomendo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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