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“Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado.”
Rachel de Queiroz, que completaria hoje 99 anos “.

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Uma das primeiras lembranças que tenho desta senhorinha simpática é um relato dela que remetia à sua infância, contando que lia e escrevia escondido, debaixo dos lençóis e com luz precária, tentando driblar as regras familiares da época que proibiam as mulheres de “ir além”.

Desde então Rachel de Queiroz foi para mim mais do que a tradutora, romancista, escritora, jornalista e importante dramaturga brasileira – pensava nela como uma das personagens de uma história social que me permitiu seguir meu caminho profissional com menos dificuldade, mais chances, respeito e igualdade.

Ela é lembrada por sua obra de ficção social nordestina – o Quinze, Memorial de Maria Moura – mas merece destaque por seu papel social: foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da instituição.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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