O que é melhor: Planejamento ou Improviso?

Quem me conhece pessoalmente sabe que, embora eu precise de organização para conciliar trabalho em casa, filhos pequenos e clientes vários, eu gosto muito de improviso. Isso quer dizer que se tiver que escolher entre planejamento e espontaneidade, fico com o segundo, sem pestanejar.

Por isso senti muito por não ter podido ir ao debate “Planejar ou viver o momento?”, para o qual fui convidada pela assessoria de AdeS. Na quinta-feira, em plena Praça da Sustentabilidade, estiveram presentes Contardo Calligaris, Márcia Tiburi e Marcio Mancini (endocrinologista), numa conversa sobre o tema mediada por Astrid Fontenelle e Fred Lessa, do programa Happy Hour.


A ideia do debate é promover a nova campanha da marca,  idealizada a partir da percepção do comportamento das pessoas em relação às situações planejadas e inesperadas do dia-a-dia. Estudo realizado em parceria com a agência BrainJuicer identificou em três países latino-americanos (Brasil, Argentina e México) o quanto as características culturais interferem na reação das pessoas ao lidar com situações corriqueiras que poderiam ou não terem sido planejadas.

A principal conclusão – 99% dos brasileiros acreditam que o mundo poderia ser melhor se todos vivessem mais livremente, curtindo o que é espontâneo – mostrou que as pessoas se preocupam com uma vida saudável e querem adotar práticas de consumo e atividades diárias que reforcem este comportamento. E mais: como eu, a maioria das pessoas planeja suas atividades diárias, mas ao mesmo tempo acreditam que o mundo seria melhor se deixassem a vida fluir.


No Brasil, foram entrevistados cerca de 200 pessoas, homens e mulheres entre 30 e 45 anos, e a fama de país “cheio de energia” se confirmou. Para os brasileiros espontaneidade está relacionada com felicidade, e se algo acontece fora do planejado eles sabem muito bem recomeçar e “dar a volta por cima”. Os entrevistados ressaltaram que o planejamento é importante para manter a vida organizada, as contas em dia e o orçamento equilibrado. Em contrapartida, vivem na expectativa por algo novo e emocionante, que lhes proporcione sensação de liberdade, autoconfiança e espontaneidade. “Essa antítese entre o comportamento planejado e o “jogo de cintura” do brasileiro.

Confira alguns achados interessantes da pesquisa no Brasil:

  • 60% dos brasileiros disseram planejar seus gastos financeiros diariamente, enquanto para os mexicanos e argentinos esta não é uma prioridade diária, aparecendo no final do ranking das 10 atividades mais planejadas;
  • 53% dos brasileiros planejam fazer dieta, sendo que dessas 57% são mulheres;
  • 27% dos entrevistados no Brasil relacionaram espontaneidade com autenticidade e personalidade, 17% com sentimento de felicidade e 15% com divertimento;
  • Os brasileiros (31%) são os que mais correm atrás dos seus objetivos,mesmo que eles não tenham dado certo uma vez;
  • 96% dos brasileiros afirmam que planejar é importante para obter mais organização e diminuir os riscos de erros e desapontamentos. Sendo que 54% desse grupo planeja sua rotina diariamente. Apenas 15% afirmouque raramente o faz;
  • 50% dos entrevistados dizem que planejar evita desperdício desnecessário de tempo e esforço;
  • 16% dos entrevistados dizem que sem planejamento não há organização. E 11% responderam que o planejamento é parte de manter
  • tudo sob controle e como resultado, você fica menos estressado;
  • 85% dos brasileiros se sentem satisfeitos planejando seu dia, especialmente o tempo que passarão com a família;
  • 99% dos brasileiros acreditam que o mundo poderia ser melhor se as pessoas vivessem mais livremente, sem planejar, curtindo o que é espontâneo;
  • 34% das pessoas entrevistadas têm reações positivas ao lidar com o não esperado;

O Manifesto tem como principal objetivo mostrar que viver de uma forma espontânea pode ser muito positivo. E você, leitor, qual seria o seu manifesto? Você se identifica com os resultados e a organização é tão importante na sua vida quanto na dos brasileiros retratados aqui?

Eu, pessoalmente, sou muito mais do improviso do que do planejamento restritivo, mas confesso que um pouco de organização faz até o caos criativo funcionar melhor!


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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