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“Uma nova pesquisa realizada no Reino Unido provou que o “selfie” está perdendo cada vez mais espaço para o chamado “braggie”.”

Selfie? Braggie? Hã!??

Tudo bem se você ficou perdido e não entendeu nada, afinal, estas gírias são praticamente de 2013 e quando nos ajustamos a uma – selfie, a foto de si mesmo – surge outra – braggie, o ato de gabar em fotos.

No fundo, desde os fotologs e do finado orkut existia um comportamento “Braggie“, expressão que vem do inglês ‘to brag’ (gabar-se) e nomeia um comportamento bem comum: postar uma foto na rede social com o objetivo de provocar inveja nos seus seguidores.

Os “especialistas” de plantão, que defendem e divulgam a modinha, dizem que vale tudo, desde uma foto na praia em plena segunda ou de uma viagem totalmente despretensiosa à Europa.

O comportamento está sendo estudado no Reino Unido e dados definem duas formas mais comuns de braggie: pose na praia (43%) e bebendo um drinque (12%). Coisas aparentemente simples, não? O estudo também concluiu que 5,4 milhões de pessoas no Reino Unido postam um “braggie” logo após chegarem ao seu destino de viagem de férias.

Triste pensar que ao instagramar sua temporada no litoral, as comidas e bebidas da Ceia ou na Disney do final de ano você pode estar estimulando a inveja alheia! Mas a verdade, queridos, é que pode ser assim mesmo!

:/

Contudo, é interessante notar como, em tempos de comportamento globalizado por Instagram e Facebook, estas novas palavras entram rapidinho tanto no nosso vocabulário quanto nos formais, de linguistas. E este viés é legal para analisarmos também, pois nos faz ver como somos parecidos e como a internet se tornou o tão sonhado “esperanto”, a língua que resulta de todas e que é falada e compreendida em qualquer lugar do planeta.

Exemplo é justamente “selfie”.

A palavra do ano de 2013, segundo o Oxford Dictionaries, é definida como “uma fotografia que uma pessoa faz de si mesmo, tipicamente tirada com um smartphone ou webcam, e que sobe para um site de mídia social”. Pelos cálculos do Oxford (feitos por meio de um software), em 12 meses a frequência de uso dessa palavra, que apareceu em 2002 em um fórum online da Austrália, cresceu 17.000%.

o.O

E, por fim, vale lembrar do velho ditado que citei no título: a grama do vizinho sempre parece mais verde. Do mesmo modo os drinks, a temporada na praia e os bens do outro podem parecer mais interessantes e valiosos, mas, no fundo, sem filtros do Instagram e sem o olhar de quem valoriza mais o que está longe do que aquilo que tem, estes itens “braggie” podem ser absolutamente idênticos aos seus.

😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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