educação

“Meu filho de 7 anos tem se mostrado muito envolvido com o que acontece em sala de aula e, como chego mais tarde que ele em casa, combinamos que quando ele chega, troca de roupa e em primeiro lugar deve ser colocada a obrigação, a de estudar, fazer a tarefa, revisar o que foi feito nas aulas e após aí sim, a diversão, onde pode ficar no seu video-game. Quando eu chego em casa, verifico a tarefa realizada por ele e fico feliz ao ver que consegue mesmo sem minha ajuda, realizar sua tarefa.”

Todo mundo gostaria de ter um filho igual ao da Gisele Balassa da Silva, que fez este relato num post meu no Mãe com filhos. Mas nem todo mundo tem, a realidade das crianças é mais complexa. Quando escrevi lá compartilhando as dicas que li numa entrevista com um especialista em lição de casa, o professor Harris Cooper, do Departamento de Psicologia e Neurociência da Duke University (EUA), muitos pais se manifestaram com histórias diversas sobre seus filhos e as tarefas de casa.

E qual é a maneira certa?

“O papel da família se limita a monitorar e dar o exemplo. Fornecer respostas prontas ou ensinar a matéria para os filhos pode ser pior do que não fazer nada.” Naquela semana meu filho caçula estava em casa por conta de uma virose inexplicável e eu testei o “home schooling” (prática de dar aulas em casa) , notando que se eu deixo que o pequeno faça suas atividades sozinhos, o resultado é bem melhor.

[o tema homeschooling rendeu e eu vou debater o assunto no Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, promovido pela Rede Vivo Educação]

É como dizem os educadores:

“Tarefas de casa são muito importantes primeiro como forma de termômetro para saber qual foi o grau de entendimento do aluno sobre o conteúdo trabalhado; segundo porque é uma forma de desenvolver a responsabilidade da criança. É também uma forma de despertar o comprometimento com o estudar. Por isso é tão importante que este momento lhe seja prazeroso. Procure motivar a criança da melhor forma possível para que sinta prazer em realizar a tarefa. Tudo que é prazeroso não é cansativo.”

Acontece que, como comentou uma mãe comigo, é exatamente nessa hora que a criança relata cansaço, sono, estresse e se distrai com qualquer coisa, não importa que os pais façam companhia em um quarto com escrivaninha, sem TV, com ar condicionado, enfim, bem silencioso e adequado aos estudos. E normalmente os pais fazem esta “lição” na segunda ou terceira jornada, o que torna a tarefa mais dura! A mãe me dizia: “Por mais que tente me manter calma, porém, tem horas que não consigo e acabo explodindo, todos os dias acontece o mesmo estresse”.

Ele é um filho maravilhoso, meigo, educado e extremamente carinhoso comigo, sendo a lição de casa a minha única “pedra no sapato” – a temível hora da lição de casa.

Como a mãe que citei, eu ainda vivo algum estresse com meu caçula que fez o primeiro ano com 5 anos, só fez 6 anos no final de outubro do ano letivo. Hoje eu confesso que tenho até pena de tê-lo feito passar por tanta pressão, mas o fato é que funcionou. Atualmente ele tem 7 para 8 anos e está no terceiro ano, as tarefas aumentaram em volume e complexidade, ainda temos algumas confusões e esquecimentos, mas ele está amadurecendo. O que me tranquiliza é notar que ele está acompanhando o conteúdo, que está maduro no aprendizado. Fazer bem ou não a tarefa exige a maturidade emocional (psicológica) e a compreensão de que aquela atividade é responsabilidade dele, não dos pais, da professora, da pessoa que cuida dele em casa (avó, empregada, babá). Creio que ensinar este conceito de responsabilidade em cada etapa é a tarefa mais complicada para os pais da nossa geração… hoje as crianças não são apenas crianças, são meninos ou meninas (separa-se até o gênero quanto ao amadurecimento) de 3-4, 5-6, 7-8, 9-10 anos, a relação com elas é fragmentada e buscamos assertividade absoluta!

Meu conselho para quem vive situações parecidas é que verifique se a criança está aprendendo o conteúdo, se está ciente da responsabilidade que lhe compete na relação com a escola e, acima de tudo, se ele está feliz com o cotidiano que tem. E com a escola é importante que você busque estreitar a relação de parceria, conversando com eles semanalmente ou quinzenalmente para acompanharem juntos a evolução individual. A escola pode até se rever se observar que outros pais estão passando pela mesma dificuldade com o excesso de atividades extra classe, mas para isso eles precisam ouvir de vocês que está demais!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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