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Ontem tive o prazer de ver uma ótima reportagem de Chris Campos sobre as novas tricoteiras. Eu já sabia delas, conheço algumas, linko certos blogs e já parei na rua para tirar fotos de árvores vestidas pelas moças. Mas nem todo mundo sabe deste lindo movimento que marca o retorno das artes manuais, não mais como obrigação feminina, mas como um daqueles pequenos prazeres que a gente escolhe para quando tem tempo.

“Intríseca à imagem clássica da avó, a atividade tem atraído jovens mulheres por três principais motivos. Umas defendem o resgate de trabalhos manuais em geral, o que também inclui cozinhar e jardinar –atos considerados terapêuticos. Outras encontram motivação na moda. Desfilar por aí com peças exclusivas, feitas sob medida, é uma compensação que, dizem, vale as horas dedicadas às agulhas.”

Comecei a costurar, por volta dos 20 anos, nas férias da faculdade de jornalismo, por motivos semelhantes. Depois, perto dos 30, quando estava em ano sabático tendo bebês, eu aprendi a bordar e fazer algum crochê, do mesmo jeito, brincando, sendo livre, aliviando o trabalho intelectual. E não nego: para mim sempre teve um quê de transgressão contra o consumismo desenfreado – que Chris relembra como o movimento DIY (“do it yourself”, ou “faça você mesmo”) dos punks nos anos 1970 e 80 – citando Andréa Onishi, do Super Ziper, uma das minhas referências em blogs de agulhas.

O outro não está na matéria, é a amiga Karla Lopez, do Como Faz, que está numa jornada internacional de startup no Chile, mas continua sendo uma das minhas manuseadoras de agulhas e inventoras de coisas fofas favoritas. Ela tem um grupo no Flickr onde as arteiras compartilham suas peças, além de dicas para execução.

E na foto (uma das que tirei ao me deparar com a árvore vestida) vocês podem ver que as moças são criativas, literalmente espalhando o tricô pela cidade. Elas também se encontram e tricotam juntas em lugares abertos e colaborativos, como o Parque Ibirapuera. E como uma amiga minha que usa aplicativos para saber quais pontos usar no ponto cruz e etc… sim, nós somos meio vovós, mas bem moderninhas!

Saiba mais sobre esta moda no vídeo abaixo e leia toda matéria aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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