Blogueira Coristina

Esta é uma crônica da vida de blogueira que escrevi a pedido do @andersoncosta e está na revista B2B. Atirem pedras se quiserem… mas acredito que muitos de vocês vão se identificar comigo!

Desde que me assumi blogueira no sentido de editora de mídia social e não apenas mãe-coruja blogando por diletantismo, estou caminhando para ser uma Coristina. Como no comercial do tradicional medicamento, no qual a atriz Regina Casé mostra uma cabeleireira faz-tudo (gerente, caixa, secretária, etc), acabo editando o blog com reuniões de pauta mentais. É sério: recebo um release (ou leio / assisto algo), encaminho a idéia para um compartimento, discuto comigo mesma se – e quando, com que relevância – vale um post, escrevo, edito, divulgo, respondo ao leitor, assumo responsabilidade sobre o veículo, trato pessoalmente das questões burocráticas da tecnologia, dos patrocínios. Enfim, somos micro-mini-empresários como editores de blog profissionais, embora nem sempre – e nem todos! – admitamos.
Recebemos mal (ou é pouco ou é muito e o adsense demora), trabalhamos muito além do horário, não temos seguridade social, não temos glamour ou reconhecimento fora do nosso nicho (celebridades de twitter não valem muito no mundo real, risos) e ainda assim quem ultrapassa a linha e se assume editor de si mesmo não volta a ser empregado. Por quê?
Como blogueiros podemos estar numa coletiva com empresários (ou o prefeito) da maior cidade da América do Sul e nos sentar à mesa, como os cavaleiros da Távola Redonda, falar o que pensamos sem censura prévia, postar sem censura posterior, sair no meio da conversa para tomar cafezinho e comer o lanchinho e, ainda mastigando e equilibrando tudo, subir numa cadeira e tirar fotos do evento com o celular. Podemos aparecer sempre com a mesma roupa sem medo de parecer pobre (porque no nicho todos sabem quem é empresário), sem qualquer preocupação sobre o que o chefe vai falar. Se o chefe falar algo, você responde mal ou faz piada, porque o chefe é você. Precisa mais?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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