casa / relacionamentos
[Este post foi originalmente publicado no Blog Renovável]

Queridos, foi tão corrido que esqueci de contar aqui: estarei também no blog renovável da @continental_br, onde já esteve em agosto Lele Siedschlag (@alesie) e estará Clara Averbuck (@claraaverbuck) falando sobre as renovações que nós imaginamos para a vida contemporânea. E, para quem nos conhece dos blogs – e as minas do R7 – fica claro que não vamos falar de dieta, tampouco de como ter uma vida perfeita e organizadinha.

Mas a ideia de buscar uma vida qualificada fica implícita nos textos, tanto que abri meu post de estreia, no dia 01/09, perguntando: “Você tem fome de quê?“, relembrando da história do @avidaquer inspirado na música Comida, dos Titãs, e citando um trecho da “despedida” da Lelê no blog.  E para quem acha que não temos muito em comum, vejam como as afinidades são fáceis de encontrar na web 2.0: além do ativismo social (eu com educação, Lelê com os animais), ambas temos filhos da mesma idade que “dão nós nas nossas ideias” o tempo todo.

“Dê a si mesmo o presente de estar presente em sua própria vida, de ser o senhor das suas vontades e ações.” @alesie

Muita gente se viu convidado a refletir profundamente no post de despedida da Lelê e a pergunta “você tem pressa do quê?” martelou na minha cabeça também. Viver a vida atendendo a prazos, compromissos, sempre com urgência de atender às demandas (as que nos impõem e algumas que nós inventamos), correr e ter vontade de fugir são sentimentos comuns no cotidiano da maioria de nós.

Quando este Grilo Falante surge na minha cabeça eu percebo que é hora de parar, respirar e rever o roteiro da viagem pela vida. Eu tenho aquela sede de quem quer tudo da vida, quer sempre unir desejo, necessidade e vontade de mudar o mundo, de aproveitar os momentos, de viver tudo inteiro, não pela metade…

Mas precisamos, antes de devorar o mundo, aprender a viver. E a descobrir o que queremos em cada momento da vida.

Se os nossos avós queriam apenas tranquilidade, nossos pais foram da geração que buscou fazer diferença e nós queremos mesmo é viver em constante mutação. Tente se lembrar das idéias incríveis que você tinha há pouco tempo atrás e que poderiam mudar o mundo. Lembrou? Elas ficaram lá, no seu passado teenager, ou ainda estão latentes em você e acabam aparecendo, sem querer, na sua postura no dia-a-dia, nas opções banais, nas posturas na faculdade ou no trabalho, no comentário que faz ao ver telejornal ou ler uma revista?

Eu sempre fui uma pessoa inquieta e hiperativa, o que me fez estar engajada em muitas atividades na tentativa de mudar as coisas que estavam perto de mim. Aquela idéia de que de grão em grão a galinha enche o papo tem sido meu lema e eu a carrego na minha ação como cidadã, como mãe, esposa, colega e está nos textos onde escrevo sobre comportamento, cidadania e cultura. Não é à toa que meu blog chama A Vida Como A Vida Quer: queremos muito da vida, mais do que comida, emprego, queremos tudo, uma vida inteira, completa, que inclui lazer, saber e prazer.

E você, o que quer da vida?

P.S. Falando em coisas não óbvias: ontem saiu artigo que citava minha opinião (e de @gemaria_ser @samegui @borbs @alessandro_m @lolaescreva) sobre a presença de garotas de programa no Twitter para o youPIX.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas