a vida quer

 

Bloggers Unite - Blog Action Day

A Veridiana, do 30 & Alguns me avisou há dias, mas só agora, quase final do dia 15 de outubro, posso deixar um recado no Blog Action Day (Dia de Ação dos Blogs ). Segundo li, é um dia do ano escolhido para os blogueiros falarem, cada um a sua maneira e estilo, sobre um mesmo tema. Em 2007 o tema é Meio Ambiente.

Como é difícil (e caro!) ser verde! Não é para qualquer um e muito menos para qualquer bolso. Além disto, no dia-a-dia, pode nos tirar do sério travar uma luta consciente num país inconsciente. Meus filhos aprenderam a separar o lixo, lavar copinho de iogurte antes de jogar e não desperdiçar água ou papel, mas como ensinar ao condomínio em que moro, à minha empregada, enfim, ao mundo em que vivo? Não foi um aprendizado fácil para mim, durou anos no Lixo que não é lixo de Curitiba e outros tantos no Japão, onde a fiscalização do lixo é uma prática enraizada.

Separo meus resíduos para reciclagem, mas não consigo lembrar de levar minhas sacolas “retornáveis” para o mercado. Se o lixo é difícil de lidar, que dirá o consumo? Você consegue? Puxa, admiro quem o faz. Neste quesito admito que minha admiração se volta para aquelas senhoras idosas que sempre carregam sua sacolinha vazia na ida ao mercado e à feira. E quanto à feira, aqui surge a maior dificuldade para ser verde: comida sem agrotóxicos, natural, na linha “pense globalmente, compre localmente” custa muito caro, não é fácil e nem acessível, ao contrário da outra opção, a ecologicamente incorreta, que é barata e está em todo lugar. Quem teve bebês sabe que descobrimos que é caro e complicado fazer suco natural a toda hora, raspar frutinhas frescas e cozinhar alimentos naturais sem temperos prontos. Apredemos até a fazer caldo de carne natural pelos filhos, mas com o tempo descobrimos que até eles preferem um bom miojo lamen. E aí?

No meu caso, como minha mãe nos tornou vegetarianos e quase macrobióticos na adolescência, levo uma vida dupla: como o que gosto (coisas “naturebas”) quando faço refeições só com as crianças e uma “boa comida” (palavras do meu marido) quando estamos em família. Dou o exemplo e crio uma chance para meus filhos conhecerem e um dia optarem. Meu paladar foi construído sem muita opção, mas eu não usaria o mesmo método com eles.

A nova polêmica que surge no meio verde diz que tudo isto que citei acima, exceto a separação de resíduos, é balela e que andar a pé para comprar o almoço vai exigir carboidratos a mais antes e proteínas a mais para seu corpo cansado na volta. E ambas serão obtidas áreas de cultivo e levarão a tudo que evitamos: emissão de carbono, redução de florestas, enfim, um ciclo interminável.

Quem terá razão desta vez?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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