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Você não aguenta mais ouvir falar de Big Data? Pois é melhor se habituar e começar a entender como essa onda interfere na sua vida mais íntima.

Afinal, o que é isso?

Em tecnologia da informação, o termo Big Data refere-se a um grande conjunto de dados armazenados. Diz-se que o Big Data se baseia em 5 V’s : velocidade, volume, variedade, veracidade e valor.

  • Volume de dados gerados a cada segundo.
  • Variedade pois quanto mais dados e fontes disponíveis, maior é a complexidade para trabalhar os dados, mas também maiores as possibilidades de gerar informação útil.
  • Velocidade tornando o processamento ágil para gerar as informações necessárias para que as tomadas de decisão sejam efetivas.
  • Veracidade garantindo que a informação seja verdadeira, pois o volume e variedade de dados pode nos confundir.
  • Valor que significa entender muito bem o contexto e necessidade para gerar a informação certa para as pessoas certas.

E o que isso tem a ver com a minha vida, Sam?

Bom, você é uma das fontes de dados ao usar, direta ou indiretamente, Google Analytics, Facebook e apps como o Whatsapp e Instragram.

Dizem que séries como Stranger Things foram um sucesso porque usaram dados (grandes conjuntos de informações) da Netflix para saber exatamente o que agradaria muita gente.

Review: Por que gostamos tanto de Stranger Things? (por @enzobuzz)

Verdade ou mito, o fato é que o uso do Big Data pode ser uma arma contra os problemas socioeconômicos, como retratado no filme “Moneyball” (O homem que mudou o jogo), estreado por Brad Pitt, que interpreta o gerente de um time de beisebol que usa exatamente estes dados para reunir um time de primeira linha sem gastar muito.

Parece novidade, mas não é. Em 2008, a IBM dava conta que só naquele ano foram produzidos cerca de 2,5 quintilhões de bytes todos os dias e que 90% dos dados no mundo tinham sido criados nos dois anos anteriores por conta da adesão das grandes empresas à internet, as uso de redes sociais, dados dos GPS, dispositivos embutidos e móveis. Sabem quando a gente se sente meio vigiado no uso da internet? Estamos sendo mesmo. E nossos dados juntos, num volume inimaginável para nossos avós, tem moldado cada novidade e lançamento no mercado.

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Ok, Sam, Big Data já conquistou a graça de muitas corporações. Entendi!

Claro que a massificação de dados enfrenta obstáculos e críticas porque é vista como uma ameaça à privacidade representada pelo aumento de armazenamento e integração de informações pessoalmente identificáveis.

Se a recomendação de links patrocinados pelo Google já parecia invasiva à maioria das pessoas, o mundo e a legislação atual não estão preparadas para as possibilidades que o Big Data oferece de agregar, analisar e tirar conclusões a partir de dados até então esparsos.

 

Por outro lado, essas mesmas coisas podem nos ajudar.

Por exemplo, contam que no terremoto do Haiti, pesquisadores americanos fizeram uso da geolocalização de 2 milhões de chips de celular para auxiliar nas missões humanitárias, que um hospital Canadense usou dados assim para monitoramento dos quadros de bebês prematuros permitindo aos médicos antecipar as ameaças às vidas das crianças e que em busca dos melhores lugares para instalar turbinas eólicas, uma empresa dinamarquesa analisou petabytes de dados climáticos do nível das marés, mapas de desmatamentos, entre outros, reduzindo de muitos meses para poucas semanas sua análise.

De um jeito mais egoísta…

A criação de novos produtos, um marketing mais direcionado e tomadas de decisões mais acertadas estão acontecendo graças ao Big Data e ao cruzamento de informações entre as diversas fontes de dados.

Quer mais?

Outro dia vi uma reportagem que mostrava o uso de Big Data em escritórios de advocacia e fiquei impressionada com a aplicação e a agilidade e qualidade do resultado do trabalho.

Isso sem falar no quanto esta ciência pode ajudar a minha área profissional, o jornalismo:

 

 

Volto logo mais falando de Small Data, ta? 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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