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“Na mitologia grega Panaceia (ou Panacea em latim) era a deusa da cura.
O termo Panacéia também é muito utilizado com o significado de remédio para todos os males.”

Já comentei aqui que sou adepta de Boloterapia, hoje estou confessando outro vício que cura meus males: Biblioterapia.

(risos)

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A verdade é que, se fazer bolos para esquecer de alguma coisa chata do cotidiano foi invencionice minha, a biblioterapia tem comprovação científica. Trata-se de uma estratégia que ganha cada vez mais espaço no tratamento de problemas psicológicos e foi implementada pelo governo britânico em 2013, mas tem adeptos mundo afora e até mesmo no SUS brasileiro. Está funcionando: atualmente 17 transtornos, como fobias e a bulimia nervosa, já têm indicações de leitura.

Veja como funciona:

O psiquiatra identifica qual doença está afligindo seu paciente  e a partir disso prescreve um livro específico como parte integrante do tratamento. Com a receita em mãos, o indivíduo vai até uma biblioteca de sua cidade e pega emprestada a obra sugerida.

Vamos confessar, este tipo de consulta e prescrição a gente já fez inúmeras vezes para amigos, parentes e para nós mesmos, não é verdade?

Eu confesso: sou culpada!

(e com orgulho!)

Agora falando sério:

Da experiência britânica, vale a pena conhecer mais do trabalho da Reading Agency, organização que incentiva a terapia literária na Inglaterra, atua com grupos de crianças e adolescentes também. Eles se apresentam como uma entidade filantrópica que tem como missão dar a todos oportunidades iguais de vida, usando como ferramenta a leitura. Seu mote é “porque tudo muda quando nós lemos”.

😉

Então, que tal dar uma de Ghandi e ser a mudança no seu mundo hoje mesmo?

Você pode começar libertando livros: deixe-os por aí, em estações de metrô, espera de hospitais (faço muito isso!) ou mesmo doando para escolas ou espaços culturais públicos interessados em incentivar a leitura (por exemplo, o Parque da Água Branca ou do Piqueri, em Sampa).

P.S. Eu e agendas, com datas muito fixas, não combinamos, deve ser meu lado “dupla aquariana”! E no dia 18/11 acabou a 7ª edição do BookCrossing Blogueiro da qual eu gostaria muito de ter participado, mas não consegui, mas vale a nota de que o movimento de Luma Rosa é incrível e há anos estimula blogueiros a divulgarem “a ideia de que um livro parado na estante é como um caderno em branco, afinal as histórias precisam de seus leitores para mudar, tocar, fazer chorar e fazer sorrir, e que ele será muito mais feliz se descoberto por outros olhos“.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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