Biblioterapia, a verdadeira panaceia!

 

“O termo Panacéia é muito utilizado com o significado de remédio para todos os males.”

Já comentei aqui que sou adepta de Boloterapia, hoje estou confessando outro vício que cura meus males: Biblioterapia.

(risos)

 

A verdade é que, se fazer bolos para esquecer de alguma coisa chata do cotidiano foi invencionice minha, a biblioterapia tem comprovação científica. Trata-se de uma estratégia que ganha cada vez mais espaço no tratamento de problemas psicológicos e foi implementada pelo governo britânico em 2013, mas tem adeptos mundo afora e até mesmo no SUS brasileiro. Está funcionando: atualmente 17 transtornos, como fobias e a bulimia nervosa, já têm indicações de leitura.

Veja como funciona:

O psiquiatra identifica qual doença está afligindo seu paciente  e a partir disso prescreve um livro específico como parte integrante do tratamento. Com a receita em mãos, o indivíduo vai até uma biblioteca de sua cidade e pega emprestada a obra sugerida.

Vamos confessar, este tipo de consulta e prescrição a gente já fez inúmeras vezes para amigos, parentes e para nós mesmos, não é verdade?

 

Eu confesso: sou culpada!

(e com orgulho!)

Agora falando sério:

Da experiência britânica, vale a pena conhecer mais do trabalho da Reading Agency, organização que incentiva a terapia literária na Inglaterra, atua com grupos de crianças e adolescentes também. Eles se apresentam como uma entidade filantrópica que tem como missão dar a todos oportunidades iguais de vida, usando como ferramenta a leitura. Seu mote é “porque tudo muda quando nós lemos”.

😉

Então, que tal dar uma de Ghandi e ser a mudança no seu mundo hoje mesmo?

Você pode começar libertando livros: deixe-os por aí, em estações de metrô, espera de hospitais (faço muito isso!) ou mesmo doando para escolas ou espaços culturais públicos interessados em incentivar a leitura (por exemplo, o Parque da Água Branca ou do Piqueri, em Sampa).

 

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Para manter a saúde, algumas medidas óbvias são essenciais: não fumar, fazer exercícios e ter uma boa dieta, por exemplo. Mas um novo estudo publicado no periódico Social Science and Medicine descobriu uma alternativa mais incomum. Segundo os pesquisadores, quem lê livros regularmente consegue viver por muito mais tempo. Com testes envolvendo mais de 3 mil pessoas, pesquisadores perceberam que aqueles que dedicam mais tempo à leitura — cerca de 3 horas por semana — tendem a viver pelo menos dois anos a mais do que os participantes que não costumam ler. O resultado parece ter relação principal com a melhoria cognitiva adquirida durante a leitura. Outros fatores, como idade, sexo e nível de escolaridade, não representaram mudanças na pesquisa. Durante 12 anos, o grupo dividiu os participantes em três grupos: quem nunca lia nada, quem lia por até 3,5 horas semanais ou menos e aqueles que liam por mais de 3,5 horas toda semana. Mesmo no segundo grupo, a probabilidade dos leitores ocasionais morrerem nos anos seguintes já era 17% menor do que entre aqueles que não costumavam ler. “Ao ler livros, parece que criamos uma vantagem de sobrevivência maior do que entre aqueles que não dedicam tempo a esse tipo de atividade”, observaram os cientistas. “A leitura envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, empatia e percepção social, características que sempre favoreceram a longevidade e sobrevivência humana.” O estudo ainda ressalta que, por alguma razão, revistas e jornais não apresentaram os mesmos avanços cognitivos capazes de prolongar os anos de vida do leitor. Faça divulgação científica você também. Compartilhe esse post 😉 #divulgaçãocientifica #ciencia #ciencianobrasil #cientistasdobrasil #minhapesquisacapes #agentenaoquersocomida #avidaquer #oldbutgold

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, casada, mãe de 3, jornalista no @avidaquer @maecomfilhos @biblianafamilia.