relacionamentos
Roy Lichtenstein, The Kiss, 1962.

Roy Lichtenstein, The Kiss, 1962.

Pode ser no pescoço, na boca ou no rosto como este do quadro de Roy Lichenstein. O fato é que dia dos namorados tem que ter beijo.

Li vários estudos sobre a importância do beijo, selecionados numa matéria de Tamara de Anda na revista Seleções deste mês e trago aos leitores não minha opinião, mas os links para que conheçam os livros e estudos e vejam como parece inevitável concordar com boa parte dos argumentos dos defensores do beijo apaixonado como um elixir da vida.

Permito-me citar um trecho que comprova cientificamente o que digo:

“Dos 12 pares de nervos cranianos que temos, cinco são estimulados quando beijamos, enviando mensagens dos lábios, da língua e do nariz ao cérebro, que processa todos os movimentos que acontecem”, diz o Dr. Amaury Mendes Junior, pós-graduado em Sexologia pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Trinta e quatro músculos funcionam ao mesmo tempo e há liberação de oxitocina. “Também conhecida como ‘hormônio da união’, o nível de oxitocina aumenta depois do beijo”, acrescenta.

E o beijo também nos oferece intuição biológica. Um estudo publicado em 2007 e liderado pelo psicólogo Gordon Gallup mostra que beijar é uma maneira de trocar, de forma subconsciente e por meio dos sentidos, informações importantes sobre a pessoa à nossa frente para saber se ela é ou não o par ideal.

(Essa “intuição biológica” pode ter falhado a Uma Thurman no casamento com Ethan Hawke, mas a personagem dela que contracena com ele no filme Gattaca estava certa ao usar o DNA do beijo na boca para ver se ele seria um bom parceiro. E por falar no “feiinho” do Ethan, o que dizer dos beijos de Before Sunrise? Eles garantiram Before Sunset!)

Gallup também concluiu que o beijo é mais importante para a mulher. Nós usamos a compatibilidade do beijo para concluir se o outro pode ser um parceiro em potencial e depois para manter a intimidade da relação (a longo prazo), enquanto eles consideram através do beijo a probabilidade (e proximidade) da relação sexual.

O beijo Gustav Klimt

O beijo, de Gustav Klimt.

Seja como for, “o beijo é íntimo, é pessoal, é tradutor de sentimentos e precursor de sensações. Tudo começa com um beijo. O primeiro beijo dos nossos pais nos traz à vida”, defende Julie Enfield, autora de dois livros sobre o beijo: A história íntima do beijo (citado na matéria) e A história social do beijo. Neste último a autora faz um passeio desde os tempos pré-históricos citando beijos que mais marcaram as artes plásticas, a literatura, o cinema e a fotografia.

E se você quer se aprimorar, uma dica é o Dossiê do beijo, de Pedro Paulo Carneiro.  O autor conta que pesquisou muito para seu dossiê e indica 484 formas de beijar. Ele afirma que fez mais de 16 mil entrevistas (no Brasil e exterior) para classificar os beijos discriminando-os de acordo com a pressão, a respiração, a salivação, a posição da língua, a profundidade e o gestual. Na minha opinião, sistematizar o beijo boa parte do clima, mas o autor oferece até dicas para beijar melhor. Enfim, tem público para tudo!

O resumo é: o objetivo de um bom beijo é a produção da serotonina, um neurotransmissor de prazer. Precisa motivo melhor para beijar?

O no Hotel de Ville, por Robert Doisneau. A foto mostra Françoise Bornet e Jacques Carteaud em 1950.

O beijo no Hotel de Ville, por Robert Doisneau. A foto mostra Françoise Bornet e Jacques Carteaud em 1950.

P.S. Você sabe como surgiu o hábito de beijar? Segundo li, “as primeiras evidências da existência da prática do beijo datam de 1500 a.C. e estão nos templos de Khajuraho, na Índia, em imagens de casais se beijando. No entanto o cientista Charles Darwin, em sua teoria da evolução das espécies, afirma que a origem dessa carícia é mais antiga: trata-se de uma sofisticação das mordidas que os macacos trocavam em seus rituais pré-sexuais”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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