I felt like I was in the sky with diamonds

Beatles num céu de diamantes por você.

Ao receber o convite para a pré-estréia do musical Beatles num céu de diamantes, minha primeira lembrança foi o Gui. Quando começamos a namorar a beatlemania foi uma das primeiras afinidades que encontramos. Nunca fui maníaca por celebridades, não sou do tipo que pesquisa detalhes da criação das músicas, da vida pessoal,  da formação dos artistas, mas todo mundo sabe um pouco dos garotos de Liverpool.

Levante a mão quem puder dizer que não sabe algo deles ou não tem alguma de suas composições (regravadas por 9 entre 10 artistas nos últimos 40 anos) entre suas favoritas.  Atrevo-me a fazer uma comparaçãozinha regional: como Roberto Carlos, os Beatles sempre têm uma mensagem pessoal que é perfeita para você.

Apesar da fama do espetáculo, ovacionado em sua temporada carioca, eu não estava realmente preparada para o que ia ver. Poucos segundos bastaram para que eu fosse tomada de emoção – e os clichês “fiquei toda arrepiada” e “quase chorei de emoção” são alguns dos que eu posso usar para descrever o que senti. Os arranjos são incríveis, o roteiro muito bem costurado e os “trechos” nos remetem a musicais de diversas époucas, como a fase aúrea do jazz/blues (Gottsha cantando Here there and everywhere num arranjo de blues é inusitado e lindo) e cenas que são West Side Story (com todos cantando músicas do disco de 1963 como I wanna hold your hand). Nos entremeios de canções muito famosas que construíam as cenas do musical, num roteiro ora doce e encatador, ora triste e solitário, tudo inexoravelmente nos conduzia a uma emoção compartilhada.

O violoncelo de Luciano Corrêa foi preciso, assim como o piano de Delia Fischer e a bateria de Jonas Hammar – que canta e dança em vários números com Gottsha, Kacau Gomes, Marya Bravo, Tatih Köhler, Cristiano Gualda, Cristiano Penna, Fabrício Negri,  Jonas Hammar, Jules Vandystadt, Raul Veiga, Rodrigo Cirne .

Não vou contar mais, nem preciso. Você já deve ter ficado com muita vontade de ir ao teatro e conferir pessoalmente. 🙂 Meu conselho? Não perca a chance!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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