And the Oscar goes to… “my body, my choice” versão masculina 2013. E um viva para os beard boys.

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And the Oscar goes to… “my body, my choice” versão masculina 2013. E um viva para os beard boys. 😉

A imagem acima, viralizada numa página popular do Facebook, representa bem o que penso de uma outra polêmica, a que pretende que os homens se sintam muito mal e fora da moda por usarem barba e não rasparem os pelos do corpo. A única coisa boa do debate todo, gerado a partir de uma campanha infeliz que teve reclamações formais no Conar, é que fez o assunto gerando polêmica e debate. Como mãe de meninos, eu assumi este repúdio público porque não quero meus filhos tendo sua autoestima manipulada por publicitários. Há alguns anos, quando meu marido assumiu em definitivo o visual com barba, escrevi um post no qual citava o psiquiatra canadense Allan Peterkin, autor do livro One thousand beards – A cultural history of facial hair (algo como Mil barbas – A história cultural dos pelos faciais), que, já falando sobre “A Hollywood dos barbados”, comentava a “rebelião divertida”. Oscar, beard boys, homens de barba, homens de barba no Oscar, visual com barba, porque os homens usam barba, livro sobre barbas, barbados no Oscar, publicidade para homens, leis do conar, como denunciar no conar, regras do conar, Segundo ele, como estão no topo (como Jeff Bridges, que acabara de ganhar um Oscar, mas que hoje poderia ser Daniel Day Lewis ou Ben Affleck), estes homens sabem que não serão punidos pela travessura. O especialista afirmava também que, para atores considerados símbolos sexuais, deixar a barba crescer é uma maneira de mudar sua imagem pública, dizer que são artistas sérios, não apenas rostinhos bonitos. “Eles também estão mostrando que não são escravos da indústria cinematográfica e que os estúdios não podem mais ditar como devem ser sua aparência e atitude”. E nós também precisamos aprender a não impor sobre os homens os grilhões da indústria cosmética que aprisionaram as mulheres por décadas no século XX, pretendendo impor a eles um modelo higienizado e antinatural (que é o totalmente sem pelos no corpo) só porque os meios de comunicação vendem como mais normal, bonito e sinônimo de confiável e bem sucedido. P.S. Também acho um avanço ter quem se incomode e use meios legais para se manifestar. Vale relembrar dos preceitos do Conar, gente! Escrevi sobre eles na abertura do post O Conar e o risco da autorregulamentação:

“Os preceitos básicos que definem a ética publicitária são: – todo anúncio deve ser honesto e verdadeiro e respeitar as leis do país, – deve ser preparado com o devido senso de responsabilidade social, evitando acentuar diferenciações sociais, – deve ter presente a responsabilidade da cadeia de produção junto ao consumidor, – deve respeitar o princípio da leal concorrência e – deve respeitar a atividade publicitária e não desmerecer a confiança do público nos serviços que a publicidade presta.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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