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“Seja curioso, não crítico.”
Walt Whitman

seja curioso nao critico walt whitman citado no filme Livre

Parece que essa frase voltou com o filme Wild (que tem no @netflixbrasil. Baseado no livro “Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço”, de Cheryl Strayed. Preciso ver o filme, mas também vou aproveitar para falar de Whitman no blog. A mídia tem este lado positivo: nos traz referências. Quantas vezes você ouviu falar de um autor num filme ou seriado e foi ver? Eu faço isso desde menina e foi assim que descobri Whitman e outros escritores americanos clássicos citados em filmes como  Sociedade dos Poetas Mortos.

Poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, Whitman foi considerado por muitos como o “pai do verso livre” e Paulo Leminski o considerava o grande poeta da Revolução americana, como Maiakovsky seria o grande poeta da Revolução russa. Leminski já é uma referência boa para você ficar curioso com a obra dele?

Então veja essa: Fernando Pessoa escreveu um poema de nome “Saudação a Walt Whitman“. Dizem que ele “introduziu uma nova subjectividade na concepção poética e fez da sua poesia um hino à vida. A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a idéia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno, incluindo o poeta e ensaísta português Fernando Pessoa.”

Nos seus poemas, Walt Whitman elevou a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral em termos pouco convencionais. Na sua obra “Leaves of Grass” (que ganhou nova tradução há pouco), Whitman exprime em poemas visionários um certo panteísmo e um ideal de unidade cósmica que o Eu representa. Profundamente identificado com os ideais democráticos da nação americana, Whitman não deixou de celebrar o futuro da América.

soeciedade dos poetas mortos

E daí você pensou: “não se fazem mais escolas como antigamente” ou “bem que o Brasil poderia ter um pouco de cultura”, etc e tal? Bom, é verdade que temos pouca afeição pela literatura formal, mas parte é culpa do modelo atual.

A situação da leitura e do ensino na educação básica foram o tema de debate realizado pela Comissão de Educação da Câmara e uma conclusão cabe no que a gente já acha: o método de ensino da Literatura nas escolas brasileiras precisa ser reformulado. Mas não é  só porque falta estímulo à leitura. Acadêmicos e parlamentares concluíram que as diretrizes dos vestibulares e, principalmente, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), limitam e prejudicam o modo de abordagem da Literatura no Ensino Médio. Hoje, segundo eles, há um acúmulo de teorias. A base para o debate e para as conclusões vem da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência. Segundo estes dados,  44% dos brasileiros apresentam dificuldades na compreensão da leitura, o que caracteriza um índice relevante de analfabetismo funcional.

Na ocasião, o professor Arnaldo Niskier, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), declarou que esse panorama só mudará quando houver esforços conjuntos para que se trabalhe uma política nacional de educação, e quando a Literatura passar a ser valorizada pelo Enem. Isso porque o atual Ensino Médio não estimula o jovem estudante a pensar e necessita passar por uma revolução, começando por mudanças na cultura de leitura e na estrutura de ensino da disciplina.

Não concordo com eles quando dizem que precisariam começar com textos mais contemporâneos e mais próximos da realidade dos alunos para romper o bloqueio inicial criado ao apresentar a Literatura ao estudante.

Creio que falta criatividade nos métodos, na linguagem, no formato de aula, no modelo de escola, na arquitetura das salas, no confinamento nestas salas, na dificuldade para adotarem novas mídias e na impossibilidade de convergência do que se aprende com o que os alunos usam para se comunicar.

Será que algum professor faz aula de escrita criativa fazendo um “telefone sem fio” com o whatsapp? Coloque um parágrafo do livro que está sendo lido no mês, mesmo que seja Machado de Assis ou outro clássico, e em sala de aula sugira que cada aluno deve escrever um parágrafo continuando o texto anterior. É uma brincadeira estilo “orkut”, mas que tem um formato lúdico, rápido, interativo e que certamente ensinaria mais do que as aulas atuais. Eu ainda faria como uma “gincana virtual”, pois quem lesse o livro antes das atividades teria muito mais chance de saber quais atitudes ou falas caberiam melhor na história. Seria um RPG no whats. E seria divertido. 

E você, tem ideias criativas para que as aulas sejam melhores? Conte aí, faça updates em suas redes sociais, compartilhe com os professores que você conhece. Faça diferença!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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