Barba Negra, bucaneiros e flibusteiros

  
Sempre me perguntei duas coisas sobre os piratas:

– sua motivação era riqueza ou aventura?

– sua contribuição para globalização compensa seus atos ilegais?

  
Quando Gui e eu descobrimos que Crossbones, estrelado por John Malkovich, estava disponível no Netflix, decidimos tentar ver. 

Eu porque queria essas respostas e também saber se a qualidade das produções atuais fato diferença nestas histórias que foram tão populares para a geração do meu pai. 

  
Meu marido porque foi uma criança que assistiu muitos seriados (trash) de pirataria, como Bucaneiros e Flibusteiros. 

Já começamos sabendo que a série não colou – mesmo depois de uma geração que cresceu vendo Jack Sparrow! – e que essa é a única temporada. 

Já digo uma coisa que me fez entender porque a série não pegou: o personagem deixa claro, já no começo, que pretendia fundar uma comunidade com base na democracia ateniense. E a gente sabe que ser democrático não dá muito ibope, né?

Sinopse:

  

A trama se ambienta em 1715, na ilha de New Providence, nas Bahamas, o primeiro embrião de democracia nas Américas. Lá o pirata Edward Teach, mais conhecido como Barba Negra (John Malkovich), governa uma nação de ladrões, foras-da-lei e párias marinheiros em um misto de paraíso e purgatório, onde prospera o livre comércio internacional. O reino de Teach é ameaçado quando um assassino treinado, Tom Lowe (Richard Coyle), é mandado para derrubá-lo e termina também assimilado pela comunidade de New Providence.

Curiosidades:

  
–  O livro The Republic of Pirates, de Colin Woodard, sobre a era de ouro dos bucaneiros nos anos 1700, serviu de base para a série. 

– O personagem é histórico e não totalmente ficcional. Edward Teach ou Thatch, nasceu perto do ano 1680, na Inglaterra, e faleceu em 22 de novembro de 1718). Ficou conhecido como Barba Negra, famoso por navegar nas Caraíbas e na costa leste das colônias da América.   

– Um líder astuto e calculista, Barba Negra desprezou o uso da força, utilizando apenas a sua temível imagem para obter a resposta desejada. Consta que comandou seus navios com a permissão das tripulações, e não há o conhecimento de informações que o mostrassem ter prejudicado ou assassinado prisioneiros. 

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook