Banda larga e 3G na inclusão digital

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Li hoje na versão impressa do jornal Valor Econômico um artigo de Talita Moreira e Gustavo Brigatto que conta que para impulsionar a demanda por banda larga e 3G as operadoras de telecomunicações estão se tornando vendedoras de computador. Quem viveu o boom da telefonia fixa e móvel no Brasil como eu – para quem tem menos de 20 anos é difícil crer, mas linha telefônica era um artigo caro, quase um “bem de raiz” – lembra de quando as operadoras começaram a oferecer aparelhos com descontos e assim mudou o mercado da telefonia móvel no Brasil. Pelo visto agora é a vez da internet móvel.

Segundo li, com esta estratégia a Telmex (que aqui no Brasil controla a Embratel) se tornou a maior vendedora de PC’s no México usando a mesma estratégia que agora começa a ser introduzida no nosso mercado em parcerias nas quais qual o gadget dá desconto ou gratuidade por um período na banda larga móvel (Vivo com a Positivo e LG) e outros modelos de subsídios ou descontos para clientes comprarem equipamentos (TIM o faz com HP e Acer, NET e Telefônica consideram planos assim para um futuro próximo).

E qual é o mercado para estas marcas? Segundo a Yankee Group, há mais de onze milhões de conexões de banda larga no Brasil e em 2012 teremos quase 7 milhões  de portáteis com modem de alguma operadora de telefonia móvel embutido. Os novidadeiros (early adopters) como eu acabam perdendo estas promoções (sempre comprei antes e por isso paguei mais caro pelos avanços nesta área), mas para a população em geral esta mudança de postura poderá ser uma forma de inclusão digital.

Se em 2005 ou 2007 isso parecia distante, hoje me parece que estamos cada dia mais perto de conectar parte importante da sociedade na internet, mas ainda devemos pensar em criar condições para que o uso desta nova tecnologia seja produtivo, construtivo e de alguma forma contribua para a democratização do consumo de cultura.

E uma novidade que pode ajudar neste processo: hoje a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou as regras para o uso de internet e TV a cabo pela rede de energia. Segundo vi, a “nova tecnologia, chamada de PLC, facilita o acesso à internet em áreas onde o cabeamento seria muito caro. Essa medida tinha sido regulamentada pela agência de telecomunicações, e agora depende de adaptações das empresas distribuidoras de energia. Por isso, o PLC ainda não tem data para começar a funcionar.”

P.S. Outra novidade deixou os apaixonados por tecnologia alvoroçados: a assessoria da Nokia, marca finlandesa tradicional em celulares, anunciou ontem o lançamento de seu primeiro netbook. Eu achei bonitinho (a imagem de divulgação dele ilustra este post), mas não sei se vai ser tanto assim – embora a bateria seja boa, já notei que para heavy users como eu sou estes micros-mega-portáteis sempre deixam a desejar! É realmente aguardar para ver.

[update] Esqueci de comentar: ganhei uma assinatura do Valor Econômico, presente do jornal e da CDN (via @leandrocervantes). Está sendo ótimo ler diariamente as excelentes matérias do jornal e diferente porque sempre o relacionei com o ambiente de trabalho – e agora fica mais claro que minha casa é meu escritório também. 🙂 [/update]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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