Aparelho de celular carrega mais bactérias e micróbios do que as solas dos sapatos

Eu não sou uma pessoa maníaca por limpeza, mas admito uma coisa: tenho muitos “nojinhos” com metrô, telefones públicos e tantas outras coisas muito coletiva que não podemos garantir que são limpas com a frequência ideal.

Um exemplo é uma mania minha: uso lenço de papel com álcool gel no controle remoto de TVs de hotel.

Afinal, gente, já pensaram em que situações aquilo pode ter sido usado? (agh!)  

Pesquisas recentes feitas pela Universidade Federal de Minas Gerais mostram que existem milhares de bactérias e fungos nos aparelhos celulares; o teste colheu amostras de diversos aparelhos e também das mãos dos usuários.

Segundo os pesquisadores, por serem muito manuseados e por, na maioria das vezes, ficarem guardados em locais poucos arejados, úmidos e quentes, como bolsas e bolsos de roupas, os aparelhos acabam se transformando em habitat ideal para a proliferação desses micro organismos, que podem causar diversos tipos de doenças gastrointestinais.

Para se prevenir, o certo é lavar as mãos constantemente e higienizar os aparelhos, pelo menos, uma vez por semana.

Pensa que é só no celular? A gente já alertou aqui para as bactérias presentes no mouse do computador:

“Uma pesquisa encomendada pela Initial Washroom Hygiene – empresa inglesa responsável por limpeza de imóveis comerciais – revelou que, em média, o mouse de um computador pode ser até três vezes mais sujo do que um vaso sanitário. O relatório analisou 158 itens de 40 mesas de trabalho em três escritórios, que foram comparados com os dados coletados em assentos de banheiro de vários edifícios.”

E por falar em lavar as mãos depois de usar o banheiro, vai parecer machista, mas o fato é que o estudo ainda mostrou que os mouses dos homens são 40% mais sujos que os das mulheres. Os meninos também comem em frente ao computador com maior frequência.

Quando nos alimentamos diante do computador transformamos a área de trabalho em um terreno propício para a proliferação de germes e bactérias e os resíduos de comida e gordura acumulados nas mãos dos indivíduos entram em contato com o mouse, geralmente o acessório mais usado em um desktop. Mas creio que o mousepad do notebook não fique muito mais limpo!

Meninos ou meninas, estamos todos convidados a observar como a higiene das nossas mesas pode fazer toda diferença em nossa saúde: no estudo, quatro em cada dez mesas analisadas contavam com pelo menos um objeto com altos níveis de bactérias, ou com um risco de contaminação que poderia representar um alerta para a saúde do usuário.

E por que isso acontece?

Além da falta de cuidado pessoal, pesa um outro fator: os dispositivos elétricos tendem a não ser limpos com a mesma frequência que os demais itens de um escritório. Além do mouse, a pesquisa também revelou que o teclado é o segundo item mais sujo dos escritórios, seguido pelos telefones e cadeiras. Bancadas de cozinha, assentos de restaurantes, carrinhos de compras e até botões de elevadores também entraram na lista dos mais sujos.

Quer ir atém?

Parece crendice, mas vários estudos científicos comprovam que os japoneses estão absolutamente certos neste quesito.

Quer mais motivos para fazer como eu e tirar os calçados da rua em casa?

– Uma simples caminhada na rua faz com que 96% dos calçados adquiram contato com germes e bactérias, como a E. coli, que podem facilmente sobreviver durante o trajeto até a sua casa, e lá causarem doenças e infecções.

– Uma simples ida a um banheiro público já pode fazer com que esses indesejáveis hóspedes peguem carona em nossos sapatos.

– Os calçados também podem conter resíduos de produtos químicos perigosos, como chumbo e mercúrio.

O jeito mais simples possível de se resolver esse problema é seguir a sabedoria oriental. Assim, é possível reduzir em até 85% a quantidade de poeira, sujeira e toxinas que invadem sua residência por “baixo”.

😉

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook