Baby friendly

29223_happy_family.jpgUma amiga me contou que ficou chateada porque a filhinha, de quase 2 anos, foi tratada com muita frieza e indelicadeza na academia de ginástica que ela freqüenta – e que tem aquele espaço com brinquedos, por isso a filha a acompanha com relativa freqüência. Ela reclamava que tanto algumas adolescentes quanto uma moça que estavam nos sofás da sala de descanso (ou recepção) da academia ficaram criando clima para a menina sair de perto, demonstrando o incômodo – e a antipatia – pela bebê.

Bom, eu vou arriscar ser antipática: acho que as pessoas não têm obrigação de gostar de crianças e muito menos de gostar dos filhos da gente. Aliás, aceitar que nem todo mundo se apaixona pelos filhos da gente é uma das tarefas mais duras do começo da maternidade! Enfim, acho que academia não é lugar para criança, embora seja permitido, mas tenha um “lugar próprio” na academia para eles brincarem. Eu só “cobro” esta simpatia e cordialidade com os meus filhos nos ambientes que são “baby/kid friendly”, que aceitam crianças. Naqueles que não aceitam, a invasora, a indelicada e sem noção sou eu.

Quando os levo em eventos de literatura não-infantil, por exemplo, vou ciente que pode ser uma bomba, pode ser chato para eles e terei que sair para não começarem a brincar para se distrair ou me retirar porque as pessoas usam termos chulos ou falam de temas que acho desaconselhável. Mas eu não reclamo a ninguém, porque assumi o risco de levar os meninos num evento que não esperava receber uma audiência da faixa etária deles.

Mesmo eu, que sou mãe, não consigo ser totalmente simpática quando as pessoas levam bebês e crianças pequenas em lugares onde eu acho que não devo levar nem meus filhos, porque muitas vezes vou para trabalhar ou simplesmente quero relaxar e não pensar em ser mãe. Por outro lado, o desabafo dela me fez pensar numa conversa rápida que tive entre um bloco e outro do encontro de sábado passado (no Gafanhoto) com o Manoel Fernandes (que ainda me relaciona, como quase todo mundo, aos temas do Desabafo de Mãe) sobre lugares que são baby friendly em São Paulo. Ele me disse que tem pensado muito no assunto porque nem sempre encontra onde ir com os filhos de 2 e 5 anos (eu entendo e admito que me sinto mais livre agora que os meus chegaram na segunda infância). Não alongamos a conversa, mas creio que ele estivesse buscando aquele lugar que os pais podem ir e também aceita crianças, como o Bar Mooca, onde chegamos para o chope e os meninos ganham revistinhas de pintura e gizes de cera para passar o tempo.

Vale fazer uma listinha e trocar entre amigos para poupar o tempo da gente e aproveitar melhor do que a cidade tem de bom! 😉

P.S. Estou aqui perguntando para a Evellyn, no msn, se é baby friendly mesmo, mas nenhuma de nós tem certeza do termo mais usual. Corrijam se souberem de um mais adequado, tá?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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