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Quem nunca sentiu medo de não ser bom o bastante ou não se sentir suficiente que atire a primeira pedra!

A gente sente isso em muitos momentos da vida, mas pouca gente sabe que essa é uma fobia verdadeira, com nome e tudo: atelofobia.

Comum em pacientes uma angústia constante pelo medo da imperfeição e do julgamento alheio, esse distúrbio ganhou este nome porque a palavra grega Ateles significa imperfeita ou incompleta, enquanto phobos significa medo.

E é uma condição que pode paralisar a vida da pessoa, afinal, quem tem medo de errar não tem coragem nem de tentar, né? As pessoas que sofrem desse problema têm medo de errar e não se sentem capazes de completar uma atividade com perfeição, sempre acham que vão cometer algum erro em suas rotinas, o que faz com que esse tipo de fobia possa evoluir para uma depressão.

O medo de falhar ou de ser imperfeito é classificado como uma ansiedade ou distúrbio e a Atelofobia pode estar relacionada a algum tipo de trauma ou estresse.

Não é uma coisa fácil de lidar: o paciente atelofóbico pode apresentar sintomas mentais, emocionais ou físicos, com reações visíveis como palpitação, sudorese, crise de pânico e até doenças mentais mais graves e incapacitantes.

Mas não precisa pensar que porque você sente desconforto ou um pouco de insegurança diante de um novo desafio você está com Atelofobia, ta?

O medo sempre desempenhou um papel fundamental na adaptação e na sobrevivência da espécie humana. Se não sentíssemos medo, provavelmente a nossa existência já teria sido posta em causa há muito tempo e a nossa espécie desaparecido. É o medo que nos faz proteger e fugir do perigo ou de situações potencialmente perigosas para a nossa existência ou bem estar. É “normal” sentirmos um medo relativo…

Mas medo não é sinônimo de fobia.

O que caracteriza a fobia, e tendo em consideração a perspectiva da Associação Americana de Psiquiatria, é um medo excessivo, irracional, que não desaparece mas que persiste com o tempo, em relação a um objeto ou a uma situação fóbica (ou mesmo apenas pela sua antecipação, por exemplo, pensar que vai ter que voar de avião ou ter de entrar num elevador). Quando o fóbico está exposto à situação ou ao objeto temido, começa imediatamente uma resposta de ansiedade (por exemplo, pensamentos catastróficos, coração batendo acelaradamente, tremores, apertos no peito). Como estes sintomas de ansiedade são muito desagradáveis e provocam sofrimento, o fóbico tende a evitar ou a fugir das situações ou objetos que teme. A fobia pode provocar sofrimento ou ansiedade até um ponto em que pode interferir, de modo significativo, na vida do indivíduo (afetando a vida profissional e pessoal).

Se você perceber que está começando a evitar coisas boas por medo ou que ele está tomando as rédeas da sua vida, repense e procure ajuda. E se alguém próximo também tiver sintomas assim, nada de fazer bullying ou achar que a pessoa não reage porque não quer, ajude-a a ver que pode ser mais sério e busquem ajuda juntos.

🙂

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Jornalista, blogueira, casada com @gnsbrasil, @maecomfilhos de 3!, consumidora de cultura, tecedora de redes em mídias sociais, empreendedora na @otagaissama. Voluntária desde os 8 anos, praticante de boloterapia desde os 9, entusiasta e praticante do aleitamento materno como #maede3, acredita no poder das mídias sociais para promover o bem no estilo #socialgood e adota uma vida material minimalista - sem abrir mão do conforto e da alegria de viver. :)

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