Ativismo social em blog… pode isso, Arnaldo?

(A brincadeira com o “pode Arnaldo” é uma piadinha de quem usa Twitter com a fala clássica do locutor esportivo Galvão Bueno com seu colega Arnaldo César Coelho. Tem até um perfil “fake”, o @podeArnaldo, que responde às perguntas mais estranhas que tiverem o “pode Arnaldo” no meio do texto.)

Na semana passada eu tuitei que estava pensando em mudar a descrição da minha profisssão de “jornalista em mídia social” para “ativista social em novas mídias”. Muita gente respondeu à brincadeira, inclusive apoiando a ideia. Mais do que uma ideia, usar meu espaço profissional para ser ativista social dos valores e das lutas nas quais eu acredito é uma vocação à qual não ouso fugir. Já tentei ser uma “pessoa normal” e viver a vida criticada por Raulzito em Ouro de Tolo, mas não consigo.

Quando vejo, ouço, sinto que tem alguma notícia que eu possa reverberar e que fará com que mais gente apoie causas sociais que trarão benefícios à sociedade como um todo, lá estou eu, a qualquer hora do dia (ou da noite), divulgando, falando, tuitando, blogando e reunindo (daí eu falar que sou “hub social”) quem tem esta mesma vocação para trabalhar em conjunto. Ainda não encontrei dificuldades ou críticas que impedissem o trabalho que decorre do meu desejo de tornar a difusão de ideias sustentáveis em busca de uma sociedade mais colaborativa um dos pontos centrais do meu cotidiano.

Então, queridos leitores, para que eu possa sustentar esta “doação de tempo” (e até poder arcar com as despesas de translado e hospedagem para viajar e compartilhar meu conhecimento em outros lugares), o modelo que eu conheço é trabalhar muito não só por meu blog e empresa, mas pelo crescimento do mercado no qual estou inserida e no qual se colocam profissionalmente produtores de conteúdo de blogs de diversos temas, compondo um novo universo em um “mundo mais plano” (conceito do livro de Thomas Friedman que ganhei de @smiletic e foi meu companheiro na última viagem) e no qual podemos opinar, propor mudanças e agir na busca do ideal social que pauta nossas vidas.

Destes trabalhos voluntários, nos quais a gente “doa” horas de trabalho ou a credibilidade da gente para ações sociais nas quais acredita, surgem também resultados tão rápidos quanto a reconstrução da estrada no Japão que ilustra o post. Hoje Túlio Malaspina (do @atitudeeco) me contou que o projeto da campanha Todos Juntos pelo Japão, blog criado pelo diretor de criação Rene Nakabayashi no dia da tragédia (14/03) e colocado no ar na manhã do dia seguinte ao desastre, proposta que eu e Túlio apoiamos diariamente desde o início, está sendo reconhecido pela mídia que conta da arrecadação de mais de 9 mil reais, entre doações e um bazar realizado no sábado, 26/03. Notícias assim animam e nos fazem sentir que estamos no caminho certo, não é mesmo?

E se você gosta do conteúdo do blog, vale lembrar: o A Vida Como A Vida Quer é finalista do prêmio The BOBs da TV alemã Deutsche Welle e como melhor blog em português. É bem simples votar, basta fazer seu login no Twitter ou Facebook no canto direito e depois escolha no “In the category” >> “Best blog portuguese” no lado esquerdo e então selecione “I vote for” >> “A Vida Como A Vida Quer” no lado direito. E você pode votar todos os dias até o dia 11/04.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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